terça-feira, 29 de novembro de 2016

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No natal de 1984 o Menudo fez uma série de shows na de ilha de Porto Rico. Um destes concertos foi no povoado de Dorado. Entre o público de 6.000 pessoas estava um jovem observando muito intensamente o show. Este jovem já havia feito teste com a esperança de pertencer a este quinteto maravilhoso. E esse show lhe deu mais confiança do que nunca.
Nesse momento seu pai lhe pergunta:
“¿Você acredita que pode chegar às botas de um desses garotos?”
Sem tirar os olhos do palco e com voz firme e seguro de si ele responde:
“Papai, eu já sou um Menudo.”
Dois dias depois este garoto foi chamado para o grupo. Este jovem foi meu filho Raymond Acevedo. Depois de pouco tempo Raymond se transformou no décimo quinto integrante do Menudo e o Terceiro, depois dos integrantes originais do grupo, filho de pais "não separados". Este livro é um tributo a ele, que junto com a gente seus pais, viveu algumas das experiências mais intensas de sua ainda pequena vida. 

Raymond rapidamente é apresentado na Sala de Festivais de Bellas cantando um dueto com Rey Reyes, integrante que ele substituiria. (Capítulo 7.: "Começa Sua Nova Aventura"). O grupo viaja para o Brasil e Raymond fica em Porto Rico preparando-se. Logo depois viaja para encontrar-se com o grupo na Califórnia e viajar para o Hawai onde é novamente apresentado cantando o dueto com Rey. A companhia de refrigerantes, Pepsi Cola, havia firmado um contrato com Edgardo como patrocinadores do quinteto e para gravar um comercial na Universal Studios em Los Ángeles, Califórnia. Raymond, mesmo ainda não tendo assumido seu posto no quinteto até maio, foi chamado pela Pepsi participar da filmagem do comercial. A razão disto era que a Pepsi queria que as caras não mudassem pelo menos durante o ano que duraria o contrato de patrocínio.
O ano de 1985 foi um dos anos mais intensos na vida do Menudo. Viajavam por meses corridos regressavam a Porto Rico por uns dias e voltavam a partir. Para nós os pais eram momentos penosos e de longa espera. Quando regressavam de suas turnês era um evento especial a chegada deles ao aeroporto. Ali nos reuníamos todos os pais com uma meta em comum, nossos filhos. Eram momentos intensamente emotivos.
¿E o resto da história? O resto serve de inspiração para meu livro. Deste ponto em diante entraremos em detalhes e viveremos juntos momentos bem interessantes. Pelo menos até este ponto vocês têm uma ideia de como surgiu o Menudo e como chegou até este momento no tempo. ¡Me acompanhe! , vem comigo, que a aventura, agora vai começar.

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Em setembro de 1983 o canal de televisão ABC transmite um programa de crianças de “costa a costa” dos Estados Unidos com canções cantadas pelo Menudo. Foram canções educativas de como ensinar inglês para pessoas Latinas e vice-versa. Em fevereiro de 1984 o Menudo foi nomeado "Embaixadores Juvenis da UNICEF", em uma cerimônia realizadas nas Nações Unidas. Presentearam-lhes com 5 medalhas de ouro comemorativas do evento, uma para cada integrante.
Coincidindo com a saída do álbum em inglês "Reaching Out", o Menudo retorna ao Radio City Music Hall onde debuta Robby Rosa e Johnny Losada faz sua última apresentação. O resto do ano foi de grande e intensa atividade a nível internacional.
 O temido momento chegou. Havia chegado o momento de Ricky Meléndez abandonar o grupo depois de quase oito anos. Sendo o único dos Menudos fundadores que ainda ocupava um importante espaço no quinteto, estavam planejando uma despedida muito calorosa e lúcida. Começou a busca de candidatos para substituir este famoso personagem que por si só já era uma lenda. Para estes testes se apresentou cheio de ilusões, meu filho, Raymond. (Ver Capítulo 3.: O Primeiro Teste). No mês de janeiro desse mesmo ano, havia feito teste um jovem chamado Ricky Martin.
Edgardo, por outro lado, havia se interessado por um jovem que pertencia ao grupo "Los Chicos". Este convenceu o jovem a pedir o cancelamento de seu contrato ao diretor do grupo, Carlos Alfonso. Tico, com era chamado, mudou-se para Nova York onde ele foi visto com Joselo do Menudo comprando roupa. Rapidamente a notícia chega aos ouvidos de Carlos Alfonso, que imediatamente começou movimentos legais.
Edgardo havia levado Tico para sua mansão em Orlando Florida com aparentes intenções de anunciar ele como o novo Menudo. Carlos Alfonso advertiu aos advogados da Padosa os quais rapidamente aconselharam Edgardo sobre a demanda milionária que se vislumbra. Obviamente Tico Santana havia mentido dizendo ao diretor do grupo Los Chicos que ele e sua mãe tinham que se mudar para os Estados Unidos por causas de problemas familiares. Os advogados da Padosa convenceram Edgardo de desistir de seus planos e escolher outro candidato. Nessa mesma noite Edgardo chama o Licenciado José Agosto Vélez e lhe dá instruções de contratar Ricky Martin e mandá-lo para Orlando cedo pela manhã. Uma hora da tarde anunciaram Ricky como o décimo quarto Menudo.

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Quando o Menudo chegou à Nova York pela primeira vez, foi ao aeroporto para cobrir o evento um fotógrafo independente (Freelancer) colombiano residente em Nova York, Bolívar Arellano. Bolívar, sendo uma pessoa astuta e muito bom comerciante viu imediatamente que este grupo tinha algo muito especial e que projetava um potencial comercial incrível. Rapidamente provou este mercado vendendo as fotos que tirou no aeroporto. Estas foram vendidas rapidamente. Bolívar tomou medidas para adquirir a licença de exclusividade para vender os produtos do Menudo na cidade de Nova York, mas o preço foi alto demais para o seu orçamento. Além disso, se deu conta que a Padosa queria o mercado todo para eles. Quando o Menudo faz seu grandioso show no México, Bolívar descobre que a mesma mercadoria que a Padosa vendia se conseguia no México, mais barata e sem restrições.
Fez um investimento e ao regressar à Nova York aluga um local na Terceira Avenida e  instala lá a sua lojinha chamada "MENUDITIS". Rapidamente sua loja se transforma no quartel general das fãs do Menudo, não só de Nova York, mas dos estados vizinhos deste. Bolívar se transformou no melhor e mais efetivo agente de promoção do Menudo nos Estados Unidos. Organizava junto com sua esposa e filhos excursões de centenas de garotas para os shows do Menudo em Porto Rico e outros países. Seguia o Menudo em qualquer parte do Mundo, que o grupo estivesse, com seu pescoço cheio de câmeras.
A condição humana de ser avarento especialmente em questões de dinheiro apaga as mentes e cega a razão. A Padosa viu em Bolívar, não um embaixador do Menudo e um agente de relações públicas gratuito, mas sim um intruso e um competidor desleal. Tinham que destruir este inimigo do Menudo que só lhe trazia uma incrível promoção que resultou na adição de milhares de fãs que esvaziavam seus bolsinhos por uma oportunidade de ver o Menudo. Todas compravam discos. Cálculo que por resultado direto deste personagem foram vendidos milhões de cópias dos discos do grupo e colocado milhões nos bolsinhos da família Díaz. Para a segunda visita do Menudo à Radio City Music Hall que ia celebrar no fim de semana do Dia do Trabalhador, Padosa registra uma queixa na Suprema Corte da cidade de Nova York e solicita uma ordem de fechamentos de operações da Menuditis para evitar assim que Bolívar pudesse vender sua mercadoria durante estes 10 shows. O advogado de Bolívar que por casualidade, e na mesma vez de costume, lê os casos que seriam julgados no dia, viu o aviso de que as três da tarde se levaria a cabo o audiência, chamou Bolívar e o advertiu sobre o caso. Na audiência Bolívar pode expor seu caso. Padosa alegava que a sua mercadoria era ilegal e pirateada e que por isso não poderiam vender esta por causa dos direitos de cópia (Copy Rights). O advogado da Padosa interroga e pergunta onde ele adquiriu aquela mercadoria. Bolívar responde que foi no México e que esta tinha o selo da Padosa. Apresentou também os recibos de compra e pagamentos de impostos da alfândega Estadunidense. Como resposta ao interrogatório o advogado de defensa perguntou a Padosa se eles haviam recebido os direitos autorais desta mercadoria. Sendo a resposta positiva o juiz deu ganho de causa a Bolívar e arquivou o caso.
Bolívar vendeu mais de $10.000 nesse fim de semana e permaneceu no controle do mercado em Nova York. Vocês poderão ler no final deste livro que depois de 8 anos vivendo da venda da mercadoria do Menudo, Bolívar tristemente fecha as portas de sua querida Menuditis. Mas não sem antes fazer alegações, diante da imprensa internacional, extremamente sérias sobre a conduta moral das pessoas de Edgardo Díaz, Orlando López, advogado e técnico de iluminação de Bellas Artes, e o personagem que ainda não mencionamos, o Panamenho Antonio Jiménez.

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Em fevereiro de 1984 a RCA lança no mercado o primeiro LP em Inglês do Menudo, "Reaching Out", coincidindo com os primeiros shows bilíngües do grupo. Os shows estavam marcados para serem feitos no famoso teatro Radio City Music Hall na cidade de Nova York. As filas eram intermináveis e eles tiveram que fazer 10 shows todos com a casa cheia. Dizia-se que foram os artistas que produziram as filas mais longas da história do teatro.
Nestes shows foram vendidas mais de 250.000 cópias do disco "Reaching Out" e mais de $800.000 em produtos com a marca Menudo. Um dos erros que mencionei antes, que foram cometidos por Edgardo, e lhe privaram da conquista dos Estados Unidos foi com a administração do teatro Radio City Music Hall. Logo na sua segunda visita em 1984, eles requereram que Edgardo se comprometesse a não regressar durante um ano com o Menudo à Nova York e que quando voltasse novamente desse a primeira oportunidade ao famoso teatro. Esta prática é comum no mundo artístico dos Estados Unidos, pois assegura que o artista não se queime diante do público e que dê a empresa outra oportunidade de fazer dinheiro com o artista novamente. Edgardo sempre teve uma visão de administrar o grupo diferente ao que era estabelecido nos meios artísticos estadunidenses. Este era um pouco avarento para não aceitar uma proposta de apresentarem-se alguns meses depois no Madison Square Garden, violando o contrato com Radio City Music Hall. Estes logo se expressaram que o Menudo não pisaria nem de graça em seu teatro novamente. Foi uma das primeiras grandes empresas que colocaram o Menudo na sua lista negra. Logo com o Radio City Music Hall se juntaram inúmeras casas comerciais que fecharam suas portas para o quinteto e todos pela mesma razão, violação de contrato de exclusividade.
Durante estes shows no Radio City Music Hall surge um problema com o pai de Rey Reyes. Edgardo ao chegar ao seu quarto no Hotel Doral Plaza falou aos presentes, Tito Fuentes, Joselo, Héctor Cruz e outros, que em menos de um ano queria Rey fora do grupo. Tiveram rumores que o Pai de Rey estava fazendo propostas imorais às fãs. Logo se supões que o problema surgia totalmente por causa da fiscalização do pai de Rey aos assuntos de seu filho. A presença deste parecia realmente perturbar Edgardo grandemente. Imediatamente Edgardo começou a “apagar” o jovem artista reduzindo ao mínimo à participação artística de Rey nos shows. Reduziu sua exposição em entrevistas e outras atividades. Rey que tinha menos de dois anos no grupo já estava condenado a sair. O fato se concretizou em 10 de maio de 1985 quando meu filho Raymond Acevedo lhe substituiu.