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domingo, 27 de novembro de 2016

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Tomando como base o esplendor do Menudo e seus grandes êxitos, estes montantes eram totalmente irreais. Todos se davam conta do que estava acontecendo ao redor do Menudo e de que tudo era muito maior do que a Padosa dava a entender. Padosa pensou que simplesmente por estarem no Menudo os pais se conformariam com qualquer coisa e/ou aceitariam sem questionar a contabilidade controlada por eles (que foi muito bem cuidada). Quem se queixasse já era classificado como "Problemático". René Farrait foi um dos que foi classificado assim e já vimos que foi retirado do grupo apressadamente.
 O programa norte americano notícias 20/20 (vinte por vinte), revista televisiva com fama internacional fez uma reportagem sobre o Menudo e seu sucesso. Entre as perguntas que formularam na entrevista com Edgardo foi a de quanto ele (Edgardo) dizia que eram os ganhos nesse momento, diretos e indiretos do Menudo. Edgardo sorriu e lhe respondeu que era só o diretor artístico do grupo e que essas cifras não lhe eram familiares ou conhecidas. O repórter lhe respondeu rapidamente que 20/20 havia feito um cálculo estimado muito conservador de que a Padosa e o Menudo chegaram a ganhar a cifra de $300.000,000 ao ano. Eu considero que é uma cifra muito exagerada, mas eles calculavam assim que entre 10% a 15% dessa quantidade era gerada pelo Menudo diretamente. A soma do restante se distribuía entre os produtos produzidos e vendidos por terceiras pessoas que pagavam regalias astronômicas a Padosa. Assim os pais estavam realmente questionando um ponto muito válido e se estas cifras eram certas estamos falando de $30.000,000 a $45.000,000 (dólares) ao ano. Se assumirmos que Padosa utilizava 50% deste valor como gastos, ou seja, entre $15.000,000 $22.500,000 ao ano, restariam às mesmas cifras para distribuir-se entre a Padosa e os integrantes do Menudo. Se calculamos a porcentagem dos garotos, ou seja, 70% disto resultaria em $10.500,000 ou $2.100,000 para cada integrante. Sem dúvida isto jamais ocorreu no grupo. Os números apresentados aos meninos eram para estas cifras significativas por serem só uns jovenzinhos. Esse não era o ponto. O ponto era que eles trabalhavam e eram os que produziam então era justo e razoável que recebessem o que realmente lhes correspondia, argumento que expunham os pais destes cinco talentosos jovens.

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