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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

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¡Papai, Quero Ser Um Menudo!
Prólogo
 Durante a década de 70, nosso mundo musical se encontrava influenciado primeiramente pela pós guerra do Vietnã e o consequente movimento boêmio gerado na raiz da grande oposição que esta guerra gerava. A música  Latino- americana ainda não sofria da influência Norte Americana em seus conceitos e ritmos de Rock como acontece agora e ainda conservava as idiossincrasias das diversas culturas em nossa parte do mundo. Nossa juventude curtia de uma variedade de ritmos que provinham do mesmo gênero musical que nós seus pais vivemos na nossa juventude. Existia uma brecha imensa entre a música juvenil e a dos adultos o que forçava os jovens entre as idades de 10 a 16 anos a escutar e adotar a música escrita e desenhada para a audiência adulta.
No final dos anos 70 surgiu um fenômeno musical que em pouco tempo invadiu a América Latina e o mundo inteiro com um ritmo e frescura que,  todavia desafiava toda lógica no mundo do espetáculo. Este movimento, que precisamente penetra essa brecha de gênero musical juvenil, se aproveita do incrível potencial econômico que este representa. Este conceito genial criado pelo jovem empresário Porto- riquenho Edgardo Díaz Meléndez veio a ser conhecido mundialmente como simplesmente ¡MENUDO!
Menudo se converteu em uma verdadeira lenda de proporções gigantescas que conquistou os corações de milhões de pessoas, ultrapassando todas as estatísticas estabelecidas naquele momento no mundo do espetáculo. Sua formula única de substituir  seus integrantes assim que completassem de 15 a 16 anos de idade e/ou se surgissem mudanças físicas que alterassem a imagem juvenil do grupo, manteve a este lendário grupo no primeiro lugar por duas décadas.
Poucas pessoas conseguiram penetrar na vida privada do Menudo como grupo e no aspecto pessoal de seus integrantes. Muitos rumores e especulações surgiram sobre eles porém nenhuma jamais conseguiu realmente falar com conhecimento íntimo e privado da vida dentro do grupo. Todos viam o Menudo por seu esplendor, talento e dinamismo juvenil, porém poucos podem falar da vida íntima de seus integrantes e da organização que manejava o grupo, Padosa América. Como tudo na vida, existem situações de alegria, sofrimento, angústia, e decepções e o Menudo não era uma exceção desta lei natural da barreira impenetrável da privacidade era tal que qualquer incidente ou situação séria dentro do grupo jamais aparecia para o público a aqueles que se juntavam a imprensa, manifestadas por seus Ex-integrantes, ninguém acreditava.

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