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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

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Minha esposa que naquele momento lavava os pratos do jantar me olhou com olhos tristes, e me fez um gesto de aprovação e ao mesmo tempo disse "hay bendito" (ai abençoado), famoso ditado porto- riquenho. Dei-me conta que não havia tocado no tema  Menudo durante todo o dia com ele e lhe respondi levantando seu braço:
 “¡Claro que sim! Deixa-me conectar um microfone no equipamento estéreo fônico (som/ auto falante) para que possamos ouvir-te melhor.”
 Sendo um aficionado pelos equipamentos de som, tinha toda uma coleção de artefatos eletrônicos e rapidamente lhe preparei o microfone com seu pedestal. Observei sua cara deslumbrar-se de emoção, pois esta ia ser sua primeira apresentação como cantor diante de um público. Rapidamente selecionou um disco do Menudo e coloco a agulha na musica "Chiquitita". Esta era uma melodia original do grupo Europeu ABBA e que a meu entender Menudo interpretava muito bem. Magaly e eu nos sentamos comodamente em frente a ele. Ramoncito foi para frente do microfone e começou a cantar com música. Devido ao microfone sua voz se ouvia por cima da voz de Miguel Cancel, cantor do grupo Menudo que interpretava a melodia. Minha esposa, Magaly, me olhou com cara de assustada, ¡Nosso filho verdadeiramente cantava! Sua voz harmonizava tão bem com a do Menudo que parecia parte dele. Era uma voz angelical, suave e bem melodiosa. Senti-me desconcertado, pois apesar de conhecer bem meu filho ignorava esta qualidade.
Nosso filho sempre teve um lar unido e ao nosso parecer teve uma infância muito feliz. Cresceu em um lar livre dessas brigas que caracterizam o temperamento latino. Partindo da premissa de respeito mutuo, deixei de lado o machismo característico de nosso povo e me dedico a uma só mulher, minha esposa. Isto inevitavelmente tira do lar o ambiente de ciúmes e argumentos infrutíferos e dá caminho para um matrimônio altamente estável que no dia de hoje (2012) tem 43 anos de existência.  Demos a nosso filho umas bases de harmonia e união, condição que se reflete logo em seu caráter como indivíduo. Sem perder tempo não foi um menino mimado, nem pessoa caprichosa, ao contrario, se transformou em uma pessoa humilde e muito segura de si mesmo. Só depois de oito anos de seu nascimento que tratamos para de ter um segundo filho. Nasceu nossa boneca Glorily Magaly. Seu nome é a junção de três nomes: "Glori" do nome de sua avó materna Gloria, "Ly" do nome de sua avó paterna Lydia y Magaly de sua mãe, Sonia Magaly.
A alegria que invadia nosso lar se refletiu especialmente no nosso filho. Desde o nascimento de Glorily e até o dia de hoje é companheiro inseparável de sua irmãzinha. Eles dividem tudo e mesmo tendo seus quartos separados sempre acabam dormindo no mesmo quarto.
Ao chegar nossa filha, Ramoncito já era muito maduro para sua idade, coisa que ainda o caracteriza. Seus boletins escolares, (Colegio Zaenid de la urbanización Riverview en Bayamón, Porto Rico) eram excelentes e tinha uma boa reputação como bom estudante e atleta. Seus gostos assim como suas diversões, sempre foram, e são com orientação familiar. 
Logo que percebemos que nosso filho tinha talento, refletimos sobre o passado e nos veio a mente que sim, ele havia dado indícios de inclinação artística anteriormente; só que jamais lhe demos uma verdadeira atenção. Quando era bebê, só dormia com música e tinha que deixar- lhe o rádio por perto. Enquanto brincava em seu berço cercado, também tinha que estar escutando música. Era muito gracioso ver quando pegava um de seus brinquedos e o utilizava como microfone e fazia gestos de cantar e dançar. Tudo isto nós achamos como curioso e gracioso e nada mais.


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