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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

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Com todos esses assuntos revirando minha mente não tinha me dado conta de que haviam se passado mais de meia hora desde que Raymond havia entrado no escritório. Depois ele apareceu pela porta de entrada com um sorriso que chegava de orelha a orelha e me disse:
"Papai vem, que Edgardo quer falar contigo."
"Raymond, espere um momento e conte-me o que aconteceu."
"Nada ainda, mas tudo parece bem positivo."
Caminhei atrás de Raymond e entramos em uma sala com uma grande mesa de conferências oblonga com cômodas cadeiras ao redor. Em uma cadeira de costas para porta por onde entramos estava sentado à pessoa responsável por esta explosão de emoções internacional "MENUDO". Ao seu lado estava com um caderno de anotações a já reconhecida figura de Marilyn Pagan. Edgardo se levantou e com sorriso amigável me estendeu a mão. Desde pequeno aprendi que qualquer um poderia mais ou menos conhecer algo da personalidade das pessoas pelo aperto de mão. Meu pai sempre me disse que a pessoa que tem caráter firme aperta bem forte a mão. Quando Edgardo apertou minha mão soube naquele instante que ali havia uma pessoa frágil e de força física débil. Ele apertava com a mão frouxa, bem suave e delicadamente.

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