Com todos esses assuntos
revirando minha mente não tinha me dado conta de que haviam se passado mais de meia
hora desde que Raymond havia entrado no escritório. Depois ele apareceu pela porta
de entrada com um sorriso que chegava de orelha a orelha e me disse:
"Papai vem, que
Edgardo quer falar contigo."
"Raymond, espere um
momento e conte-me o que aconteceu."
"Nada ainda, mas
tudo parece bem positivo."
Caminhei atrás de Raymond e
entramos em uma sala com uma grande mesa de conferências oblonga com cômodas cadeiras
ao redor. Em uma cadeira de costas para porta por onde entramos estava sentado
à pessoa responsável por esta explosão de emoções internacional
"MENUDO". Ao seu lado estava com um caderno de anotações a já reconhecida
figura de Marilyn Pagan. Edgardo se levantou e com sorriso amigável me estendeu
a mão. Desde pequeno aprendi que qualquer um poderia mais ou menos conhecer
algo da personalidade das pessoas pelo aperto de mão. Meu pai sempre me disse
que a pessoa que tem caráter firme aperta bem forte a mão. Quando Edgardo
apertou minha mão soube naquele instante que ali havia uma pessoa frágil e de
força física débil. Ele apertava com a mão frouxa, bem suave e delicadamente.
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