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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

página 70




A Primeira Grande Vitória
Capítulo 6


Estávamos bem preocupados porque não havíamos sabido nada do Raymond desde ontem quando ele foi para sua convivência com o Menudo. Tão pouco tínhamos uma ideia de quanto tempo ele ia ficar com o Edgardo e o resto dos garotos do grupo. Aproximadamente as 9:00 da manhã de 7 de janeiro sentimos que alguém havia chegado e antes que nós chegássemos  a porta nós vimos que era o Raymond. Sua mãe vinha gritando desde o quarto e pelos corredores da casa:
"¡Raymond, sim é o Raymond! Ela ia gritando enquanto corria até ele."
Ao abrir a porta, parecia à volta do filho pródigo depois de 20 anos de ausência e não havia passado nem de 24 horas. Foi um grande encontro. Havia sido a primeira vez que nosso filho havia dormido fora de sua cama em toda sua vida. Para nós parecia que tinha passado uma eternidade.
Mani entrou e nos disse que Raymond tinha que estar nos estúdios de Alberto Carrión, (Alfa Estúdios), na área urbana de Ojean Para, Isla Verde, PR amanhã às 3 da tarde. Parecia que iam fazer uma prova de voz, com outros jovens candidatos. Raymond entrou e abraçou fortemente a sua mãe. Observei que ele estava muito triste e preocupado.
"¿Aconteceu alguma coisa, filho?"
"Não Papai, não aconteceu nada é que"...
Seu choro descontrolado lhe impediu de seguir falando. Magaly o abraçou de um lado e eu do outro.
"Calma Raymond e me diga o que acontece."
"Tenho muito medo que não me escolham Papai, eu já não posso viver sem essa gente."
"Mas filho, você acabou de conhecê-los."
"Sim, mas me trataram tão bem que sinto que já são parte de mim."
"Vamos filho, acalme-se e conte pra gente tudo o que aconteceu."
Por meia hora nos contou sua odisseia Na Loma e as coisas que aconteceram com ele. Até nos contou o que Edgardo havia lhe advertido. Nós sempre lhe ensinamos a confiança de contar tudo para seus pais e a importância dessa comunicação. Não gostei nem um pouco das palavras que Edgardo disse para meu filho, mas naquele momento não quis demonstrar isso para o Raymond.
"Bom filho, é natural que fique emocionado, lembre-se que o que aconteceu com você em alguns dias, para a maioria das pessoas não acontece nem durante uma vida inteira. Continue pensando positivo e mantenha essa confiança que tanto te destaca. Agora é bom, sempre deixar um lugar para o inesperado, e se preparar para a possibilidade da rejeição. Mas eu não acredito que vão escolher outro que não seja você, assim não adiante os fatos."
"Tá bom Papai, eu sei o que você quer dizer, não se preocupe que já estou melhor."
"¿Você está com fome? ¿Quer comer alguma coisa? Fiz essa pergunta para ele, más com o objetivo de mudar a conversa, para outra coisa."
"Não obrigado, eu já comi antes de vir para cá, e de tarde na casa da irmã do Edgardo também me deram de comer."

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