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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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Marilyn Pagan foi para o Japão por casa do Tóquio Internacional Song Festival. O Menudo tinha sido inscrito no festival para uma participação com uma canção escrita por ela "Explosión". Estes ficaram em segundo lugar ganhando o Gold Prize (Premio Ouro) deste festival. Do Japão foram para as ilhas filipinas onde no dia 10 de abril de 1985 receberam o Disco De Ouro da RCA pelas grandes vendas nas Filipinas do seu primeiro disco em inglês "Reaching Out". O Menudo apresentou cinco shows com casa cheia no Bogart Theater da cidade de Manila. Mais de 60.000 pessoas se deleitaram com nosso quinteto.
Raymond que estava ensaiando arduamente as complicadas rotinas de dança que estabelecia seu coreógrafo Joselo. Ao mesmo tempo continuava muito perto do progresso de seu grupo e se sentia meio desapontado de não estar com eles em tantos eventos de grande sucesso.
Fui chamado ao escritório da Padosa na quinta-feira dia 11 de abril e me disseram que o Edgardo tinha ordenado que o Raymond fosse se encontrar com o grupo em Los Angeles para a filmagem do vídeo de apoio de seu novo LP. Próximo a sair. Quando estava conversando com Dona Panchi lhe perguntei:
"Dona Panchi, ¿Com quem ele vai viajar?"
"Bom, eu não sei, mas acredito que ele vá sozinho."
"¿Sozinho? Você não está falando sério, ¿não é verdade?"
"¿Mas por que ele não pode viajar sozinho?, nós o recomendamos para as aeromoças do avião e em Los Angeles ele será recebido pelos os agentes de segurança que nós contratamos para a proteção dos garotos. "
"Você me perdoa Dona Panchi, mas me prometeram que meu filho jamais viajaria sozinho e que o Joselo, a Marilyn ou Edgardo seriam as únicas pessoas autorizadas e responsáveis de viajar com ele."
"Mas Sr Raymond eles estão nas Filipinas e será impossível que venham a Porto Rico para buscá-lo."
"Compreendo isso, mas ainda insisto que o bebê viaje com um adulto responsável e se não há quem possa eu terei que viajar com ele, mas sozinho ¡NÃO!"
"Sr Raymond lembre-se que o Raymond está agora no Menudo e que seu contrato exige que ele têm que seguir as instruções do Edgardo. Isto poderia trazer-lhe muitos problemas com ele."
"¡Problemas! Você me perdoa, mas problemas vão ter vocês se algo chegasse a acontecer com meu filho durante o caminho sem a devida proteção. Se um depravado ou um louco o prende no banheiro ou o sequestram ou algo nesse estilo. Eu sei que é um pouco melodramático, mas lhe asseguro que até por um arranhão o problema não vai ser dele, mas sim de vocês."
Neste momento o Advogado Agosto entrou no escritório. Aparentemente Sara, a contadora, havia mandado buscá-lo quando escutou meu argumento.
"Ray, ¿o que está acontecendo?"
"Ainda nada, mas com a ameaça de Dona Panchi de que meu filho vai ter problemas se não viajar sozinho seguindo as ordens do Edgardo, parece que vamos rumo a isso."
"Mas Ray, ¿o que tem de mal que o Raymond viaje de San Juan a Los Angeles sozinho?"
"Então vocês me farão uma carta garantindo que nada de ruim vai acontecer e se acontecer algo vocês assumem toda a responsabilidade e indenizarão os danos com uma quantidade não determinada."
Você sabe que não podemos garantir ou te dar esse tipo de documento, seria absurdo pretender que a Padosa se comprometesse com tal petição.
”Pois então ou viaja com um adulto, comigo ou não viaja."
Dona Panchi que tinha abandonado o escritório por um momento para atender uma ligação fez um sinal para Agosto e este se reuniu com ela rapidamente. Observei-os falando e parecia que Agosto tentava lhe convencer de algo. Rapidamente os dois regressaram para o lugar onde eu estava.
"Acevedo, se você pagar a sua passagem não haveria problemas de tu ir; "Me disse o Agosto com um pouco de dificuldade na mensagem, pois acredito que ele sabia qual ia ser a minha reação.
"¡Agora sim eu vi! Vocês estão achando que eu vou viajar de graça. ¿Não é verdade? Pois entendam tão claro como disse, ¡Não vai viajar sozinho e ponto!"
Me levantei e saí daquele escritório como uma alma que carrega o diabo. Estava realmente aborrecido pela acusação de que o que eu queria era viajar de graça. ¿Ou seria porque me viram tão determinado que pensaram que eu iria até pagando minha própria passagem e assim eles economizariam seu dinheiro e o Raymond chegaria a seu destino? Pensei no caminho para minha casa que agora tinha acabado o Menudo para meu filho ainda que no meu interior estivesse convencido de que esta gente era mais covarde que outra coisa. "Cão que ladra não morde" diz o ditado e estes ladram mais que outra coisa.
Quando cheguei à minha casa Magaly me disse que ligasse para a Padosa. Agosto me respondeu mais tranquilo e doce que um melão.
"Olha Ray você não tem mais que se preocupar, pois Tony o contador da Padosa vai ir com o Raymond a Los Angeles. O Edgardo ligou e pediu uma peça para o BetaCam, a câmera de televisão e o Tony vai levar."
"Não tem problema Agosto, pra mim o que interessa é a segurança do meu filho e nada mais."
"Olha Ray, Dona Panchi quer que você a desculpe, pois ela não queria te dar a impressão de que estava te acusando de querer aproveitar-se para que a Padosa pagasse a sua passagem."
"Eu quero que vocês tenham isso bem claro e também que eu jamais pretenderei que vocês me paguem nada. Eu não sou um mendigo nem nada que se pareça, assim que entendamos isso de uma vez e por todas. Agora no dia que me dê a vontade de viajar com ele eu vou fazer porque eu pagarei todos os meus gastos."
Eu sei Ray, tudo foi um mal entendido.
"¿E quando eles vão?"
"Amanhã as 10:00 da manhã."
"Vejo vocês no aeroporto então."
"Tá bom Ray, cuide-se."
No outro dia o Raymond partiu novamente com uma repetição da primeira despedida. Jamais nos acostumamos a estas despedidas que no período de três anos e meio chegaram a ser muito frequentes. Raymond chegou a Los Angeles sem nenhum contratempo e foi recebido pelos guarda costas contratados para segurança do Menudo. Estes eram de uma agencia nacional, e a maior parte deles eram agentes da Polícia que em seu tempo livre e no período das suas férias se dedicavam a este tipo de trabalho. Isto era muito conveniente em razão de que ao serem agentes da ativa tinham mais autoridade em seu trabalho que um guarda costas privado.

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