Durante sua visita ao Panamá o
Raymond ligou para casa para me dizer que se sentia muito solitário e que nós
fazíamos muita falta. Desde o incidente da Itália ele estava muito retraído e
deprimido. A verdade era que ele tinha sofrido uma terrível decepção, seu ídolo
Menudo provou ser bem diferente do que ele pensava. Ao mesmo tempo se sentia
muito preso em seu inconsciente. Em dado momento ele me disse:
"Me sentia preso,
como se quisesse sair e não conseguisse, quando tive a possibilidade de me
soltar não queria sair. Era um círculo vicioso que estava me consumindo, mas
tinha que vencê-lo e dominá-lo".
Esta era a forma que um menino
de 14 anos e meio pensava. O mais alarmante de tudo isso foi que eu não percebi
isto a tempo para evitar que sua mente começasse a buscar outras saídas e consolo
longe dos seus pais.
Decidi viajar para Orlando e passar
uma semana com ele para aliviar um pouco sua solidão e levá-lo para ver as atrações
da área. Estava havendo um claro conflito que surgia no Raymond entre sua
querida carreira artística no Menudo e a forma com que foi criado. Mas eu temia
que aquela vida de Menudo fosse como um amor possessivo que ele não queria abrir
mão, mas já estava afogando-o.
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