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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

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Durante sua visita ao Panamá o Raymond ligou para casa para me dizer que se sentia muito solitário e que nós fazíamos muita falta. Desde o incidente da Itália ele estava muito retraído e deprimido. A verdade era que ele tinha sofrido uma terrível decepção, seu ídolo Menudo provou ser bem diferente do que ele pensava. Ao mesmo tempo se sentia muito preso em seu inconsciente. Em dado momento ele me disse:
"Me sentia preso, como se quisesse sair e não conseguisse, quando tive a possibilidade de me soltar não queria sair. Era um círculo vicioso que estava me consumindo, mas tinha que vencê-lo e dominá-lo".
Esta era a forma que um menino de 14 anos e meio pensava. O mais alarmante de tudo isso foi que eu não percebi isto a tempo para evitar que sua mente começasse a buscar outras saídas e consolo longe dos seus pais.
Decidi viajar para Orlando e passar uma semana com ele para aliviar um pouco sua solidão e levá-lo para ver as atrações da área. Estava havendo um claro conflito que surgia no Raymond entre sua querida carreira artística no Menudo e a forma com que foi criado. Mas eu temia que aquela vida de Menudo fosse como um amor possessivo que ele não queria abrir mão, mas já estava afogando-o.

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