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sábado, 4 de fevereiro de 2017

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A verdade era que eu tinha muitas interrogações e em especial quando soube que o Jiménez era o representante dos investidores e o novo presidente do Menudo. O Edgardo havia mudado de dono e milionário para ser um mero empregado contratado pela Bereford como diretor artístico. A verdade que tudo isto pra mim era inverossímil, tirado de um conto de fadas. Algo sinistro estava acontecendo, assim que me sentei para realmente analisar a situação e fazer anotações do que vinha a minha mente.
1. Já fazia muito tempo que tinha notado que a Padosa, de fato há dois anos, tentava dar a entender que a economia estava indo de mal a pior, apesar de que o grupo continuasse com grandes êxitos.
2. Não se vê nenhuma tentativa de recuperação e até demitiram a maioria dos empregados.
3. Pararam por completo de alimentar a Imprensa com material do Menudo dando a impressão de que o Menudo declinava em popularidade.
4. Descobre-se que o edifício do Edgardo e onde Padosa se encontra, está sendo penhorado pelo Banco.
5. Começam as dificuldades nos pagamentos dos garotos, atrasos e a eliminação total do sistema educativo.
6. A mansão de Orlando é vendida.
7. Rumores de demandas multimilionárias feitas contra a Padosa por companhias Norte Americanas.
8. A mansão da Loma também é vendida a um médico.
9. Venda secreta do Menudo a investidores Panamenhos em maio de 1987.
10. Sérios atrasos nos pagamentos dos garotos que culminam na mudança da estrutura de pagamento vigente para pagamentos por porcentagem, firmado em "30 de outubro de 1987", cinco meses depois da suposta venda do Menudo. Sendo que aceitamos esse novo tipo de pagamento porque supostamente e ao nosso entender foi feito com o propósito de ajudar a Padosa a sair de sua dificuldade econômica.
11. Conto que o Pai do Ralphy estava tentando reabrir o caso do Víctor Junqueras.
12. Jiménez misteriosamente desaparece de Orlando no meio de uma turnê e o Edgardo também abandona a turnê para reunir-se depois com o grupo em Miami.
13. Dois dias depois anunciam a surpreendente venda do Menudo a investidores Panamenhos com data retroativa de um ano.
14. Jiménez surge como o novo Presidente da corporação de investidores.
15. Edgardo se proclama como simples empregado da nova companhia, a Bereford.
16. A Padosa declara falência livrando-se das demandas contra ela. Aparentemente, ainda que mantivesse bem escondido, o Edgardo declara sua falência pessoal também.
A verdade que se analisarem todos estes pontos, pode-se chegar à conclusão de que a falência foi bem planejada durante o período de dois anos. A eventualidade de serem processados pelos familiares do Víctor Junqueras ou pelos pais dos integrantes do Menudo, ao se darem conta dessas situações, precipitou as falências e a liquidação da estrutura econômica da Padosa e do Edgardo rompendo assim toda cadeia que lhes amarrava a possíveis demandas judiciais. O tempo que levaram para fazer tudo lhes assegurou poder justificar este movimento e seus detalhes em seus livros. Para mim "Deixaram o Menudo sucumbir para liberar seus capitais pessoais das inevitáveis demandas que se aproximavam ou já estavam sobre seus escritórios." Sempre se falou que o Edgardo tinha tirado milhões de Porto Rico e depositado em bancos estrangeiros especialmente no Panamá, assim que se for verdade, ele tinha sua segurança guardada. Mais uns anos de trabalho com o Menudo, e ele poderia ressurgir como um empresário bem sucedido e aparentar ter ganho milhões de novo.

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