Era sexta-feira dia 29 de julho
de 1988. Encontrei a Magaly no quarto orando e chorando.
"Mamãe (*forma
carinhosa de o autor chamar sua esposa Magaly), ¿o que está acontecendo com
você?"
"Tenho um terrível
pressentimento de que vão fazer algo ruim com o Raymond. Veio-me a mente, enquanto
meditava a visualização de vê-lo desesperado com um problema sério. Tenho medo
que lhe vão criar um caso falso para calá-lo ou dominá-lo."
"Olha, mamãe (*forma
carinhosa de chamar sua esposa Magaly), eu não tinha te dito nada porque não
queria que você fosse se alarmar antes do tempo, mas tentaram implantar um cone
de maconha na bolsa do Raymond para depois descobri-lo e demonstrar o malvado
que ele era. Quando me disseram ficaram com a carabina no ombro porque não me convenceram."
"¿Quando foi que
isso aconteceu?"
"No ultimo dia dos
shows no Bellas Artes."
"Eu já sabia que
estava acontecendo algo porque os vi muito sérios durante o caminho para casa.
Agora sim que me preocupo mais, porque se não conseguiram dessa forma podem tentar
com algo mais sério, como cocaína ou algo assim."
"Tem razão mamãe (*forma
carinhosa de chamar sua esposa Magaly), creio que aqui parou o bote do Menudo
com a gente a bordo. Vou preparar uma carta de renúncia para tê-la pronta
quando o Raymond vier no domingo."
Sentamo-nos na mesa da sala de
jantar para escrever um rascunho quando chegou o Néstor Rivera para visitar-nos.
Discutimos com ele o assunto e lhe pedimos que servisse de testemunha ao fato
de que estávamos escrevendo a carta antes que o Raymond saísse do Menudo para
que depois não pudessem fazer uma declaração dizendo que eles o expulsaram do grupo.
Esta gente, agora Bereford, era de tal índole que tinha que pensar até no mais
insignificante detalhe. Eles se valiam de qualquer coisa para demonstrar que eles
eram os bons e os malvados eram os meninos.
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