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domingo, 5 de fevereiro de 2017

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Era sexta-feira dia 29 de julho de 1988. Encontrei a Magaly no quarto orando e chorando.
"Mamãe (*forma carinhosa de o autor chamar sua esposa Magaly), ¿o que está acontecendo com você?"
"Tenho um terrível pressentimento de que vão fazer algo ruim com o Raymond. Veio-me a mente, enquanto meditava a visualização de vê-lo desesperado com um problema sério. Tenho medo que lhe vão criar um caso falso para calá-lo ou dominá-lo."
"Olha, mamãe (*forma carinhosa de chamar sua esposa Magaly), eu não tinha te dito nada porque não queria que você fosse se alarmar antes do tempo, mas tentaram implantar um cone de maconha na bolsa do Raymond para depois descobri-lo e demonstrar o malvado que ele era. Quando me disseram ficaram com a carabina no ombro porque não me convenceram."
"¿Quando foi que isso aconteceu?"
"No ultimo dia dos shows no Bellas Artes."
"Eu já sabia que estava acontecendo algo porque os vi muito sérios durante o caminho para casa. Agora sim que me preocupo mais, porque se não conseguiram dessa forma podem tentar com algo mais sério, como cocaína ou algo assim."
"Tem razão mamãe (*forma carinhosa de chamar sua esposa Magaly), creio que aqui parou o bote do Menudo com a gente a bordo. Vou preparar uma carta de renúncia para tê-la pronta quando o Raymond vier no domingo."
Sentamo-nos na mesa da sala de jantar para escrever um rascunho quando chegou o Néstor Rivera para visitar-nos. Discutimos com ele o assunto e lhe pedimos que servisse de testemunha ao fato de que estávamos escrevendo a carta antes que o Raymond saísse do Menudo para que depois não pudessem fazer uma declaração dizendo que eles o expulsaram do grupo. Esta gente, agora Bereford, era de tal índole que tinha que pensar até no mais insignificante detalhe. Eles se valiam de qualquer coisa para demonstrar que eles eram os bons e os malvados eram os meninos.

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