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domingo, 12 de fevereiro de 2017

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O uso de drogas dentro do grupo provém desde muito antes de surgir esta controvérsia. Meu filho Raymond foi o único dos Menudos com suficiente valentia de ter admitido publicamente ter "provado" maconha. (Jornal El Vocero, na quarta-feira 5 de junho de 1991, página 35, San Juan, Porto Rico). Como consequência desta confissão do Raymond, o Edgardo tentou centralizar o assunto de drogas no grupo, na pessoa do Raymond. Sem dúvidas este ficaria como o problemático no assunto das drogas desviando assim a mira do verdadeiro problema e sua procedência que foi muito antes disso. As declarações feitas pelo Edgardo, sobre minha pessoa, de que eu comprava drogas para o meu filho e mais ainda usava junto com ele não tem fundamento lógico e carece de prova concreta.
Em entrevista feita em Nova York pelo Sr. Javier Castaño, do jornal el Diario, Raymond confessou:
“Raymond com quase 20 anos de idade, decidiu falar desta vez, e a primeira coisa que fez foi admitir que usou maconha, atribuindo a “outros membros do Menudo” o uso de cocaína.”
“No Menudo houve muita droga. Usavam a droga casualmente, não eram viciados tinha gente ao nosso redor que nos traziam coisas eu não sei se o Edgardo sabia que isto era tão comum.” Admite Raymond.
O incidente do aeroporto de Miami em 22 de novembro de 1990 onde as autoridades federais encontraram maconha com o Sergio González e o Rubén Gómez. Estes foram presos em frente as câmeras da imprensa. Ninguém havia dito como a imprensa soube que a prisão ia a ser efetuada, pois estavam presentes em massa. O que eu soube depois de ser confessado por um dos dois prejudicados foi que eles acreditam que um funcionário da Venture Enterprises chamou as autoridades. Como eles foram despedidos sumariamente o dinheiro que deviam a eles nunca foi pago e de acordo com este ex Menudo era uma quantia alta. Este ato indica claramente que não foi um incidente isolado, mas sim planejado dentro das linhas do grupo. O Raymond, aquele que o Edgardo pretende dar a conhecer como o "Noiado" do grupo, não estava presente. A mãe do Rey Reyes declarou no programa da Carmen Jovet, “Controversial”, que ela estava presente quando um dos garotos foi levado para o hospital com uma overdose de cocaína. Um oficial da Padosa me contou este mesmo incidente, mas acrescentou que foi mais de uma vez que este incidente ocorreu. O Edgardo disse para minha esposa e para mim que o Robby Rosa era o "cheirador de pó" do grupo e que a insônia que este sofria quando tinha o apartamento em frente aos estúdios da WAPA Televisión em Porto Rico se devia aos efeitos secundários deste vício.
A morte do Víctor Junquera, um músico da banda que acompanhava o Menudo durante a turnê de verão em 1987 (Capítulo 13), foi devido a uma overdose de cocaína mesclada com heroína. Este foi outro caso enigmático. O efeito da droga rompeu seu já enfermo fígado. O ex Menudo que esteve envolvido diretamente neste incidente, ainda que não tenha sido divulgado, foi também relacionado com cocaína em Miami também na companhia do Víctor Junquera. Só a intervenção do diretor musical Papo Gely evitou que eles fossem surpreendidos pela polícia. Tudo aconteceu porque umas garotas que estavam com eles no quarto ativaram o alarme de incêndio do hotel. Esse Menudo e o Víctor permaneceram no quarto com $700.00 em cocaína que tinha sido comprada por esse Menudo. A polícia começou a revistar todos os quartos por causa do alarme, Papo Gely jogou a coca pelo vaso sanitário e tirou os garotos de lá. Papo Gely me contou que, em Orlando, este mesmo Menudo ficou uma semana sem dormir por causa dos efeitos da insônia produzidos pela droga. Por respeito a sua família e pelo carinho que temos com ele, manterei seu nome em sigilo.
Se todos estes problemas se relacionam em uma perspectiva histórica, cronologicamente falando, perceberão que estes não eram novos problemas ou desconhecidos como o Edgardo pretende deixar ver e que o Raymond foi só uma pequena ocorrência.

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