mesmas qualidades vocais que possuíam quando entravam no
grupo ainda que com o passar dos anos, pela lei da vida, pudessem mudar. Sem nenhuma
duvida este foi um dos segredos que contribuíram para o sucesso do grupo com um
público comercialmente questionador como são os jovens, que estão na constante
busca de algo novo e inovador. Surpreendentemente esta característica traria
como resultado uma prolongada longevidade ao grupo, que se manteve por vinte
anos consecutivos. É possível que nunca na história da música tenha existido um
grupo, que apesar de experimentar constantes mudanças de membros, sobrevivesse
por tanto tempo. Estas mudanças eram planejadas de forma estratégica e cada novo
integrante respondia as necessidades e desafios artísticos que o grupo estava
enfrentando.
Para entrar no Menudo, os aspirantes deviam submeter-se a um
rigoroso sistema de testes ou provas de talento que aconteciam nos escritórios
da organização que administrava o quinteto. Cada vez que se decidia a partida
de um integrante do grupo se iniciava este complexo processo. Tanto para o
jovem que abandonava o quinteto, quanto para as fãs que haviam seguido sua
trajetória esta partida representava um momento triste, para outros milhões que
sonhavam em fazer parte do conjunto juvenil mais importante do mundo, surgia a
oportunidade que tanto sonhavam. Assim centenas de meninos de diversas origens,
idades e talentos chegavam aos testes com o mesmo sonho de transformar-se num
Menudo. Cada jovenzinho era avaliado de diversas formas por um júri formado por:
Edgardo Diaz, Joselo Vega, Renê Zayas, em algumas ocasiões pelo produtor de TV Paquito
Cordero e posteriormente por Marilyn Pagán. Além dos talentos para o canto e
dança, os aspirantes tinham que demonstrar que possuíam carisma, desenvoltura
cênica, boa presença diante das câmeras, um timbre de voz
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