revista foi uma explosão de protestos através de milhares de
cartas de fãs de todas as idades que inundaram a redação para defender o conjunto.
Como a vida se encarrega de fazer justiça a “Afinal” quase chega ao seu final e
por isso teve que “guardar a língua na caixa” e em sua edição de 11 de dezembro
dedicou seu principal artigo aos porto-riquenhos com fotos coloridas e uma
análise mais balanceada sobre este fenômeno. A rendição total ficou manifestada
no seu título “Menudo, o sucesso vence a crítica”.
Diante da magnitude do sucesso alcançado pelo grupo a
revista mensal “Somtres” considerada como “a Bíblia dos amantes de alta fidelidade”,
chegou aos extremos de publicar em sua edição de novembro o título “Exclusivo,
esta revista NÃO tem nada do Menudo”.
Não menos irritantes foram as opiniões despejadas pelo
crítico musical da “Somtres” Maurício Kubrusly que em sua coluna de janeiro
escreveu: “Passou o Natal e Papai Noel não deixou o presente que tanta gente
esperava: o anúncio do cancelamento da turnê do Menudo. Pelo seguinte motivo,
além dos dólares que vamos gastar no “Rock in Rio” ainda teremos que
desembolsar outro bolo de dinheiro para pagar a visita do MENUDO. E tudo isso
para ouvir música de segunda...”
Contrariando estas opiniões tiveram outras revistas que
mantiveram melhor balanço em suas publicações como foi o caso da revista “Capricho”.
Nesta mesma aparecia uma matéria com o seguinte título: “O que é que o Menudo
tem? Nada. Não são lindos. Apenas são bonitos. Não são originais. Cantam uma
música fácil, discos e canções açucaradas, cheias de romance e apologias a
dança. Sua roupa é colorida, mas não custa caro. É fácil parecer com eles. E
talvez, precisamente por isso: porque são muito acessíveis. Não são de vanguarda,
nem precisam ser modernos os fãs
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