arrastou pelo cabelo o integrante Robert Avellanet por ele ter
simplesmente ido ao banheiro antes da saída do grupo para um compromisso
promocional. Esta história voltaria a ser narrada mais a adiante, pelo próprio
Robert e seu amigo Rawy em uma entrevista a TV y Novelas de Porto Rico. Angelo
também revelou que os jovens sempre escutavam repetidamente a frase “the show
must go on”, cujo significado em português é “o show tem que continuar” e sob
este pretexto lhes faziam trabalhar desde as 6 da manhã até a meia noite.
Angelo abordou dois incidentes adicionais em que
alegadamente os empresários do Menudo obrigaram os integrantes a trabalhar em
shows, ainda que estivessem com a saúde debilitada. Esta emergência obedecia a
filosofia de que quanto mais se dedicassem ao grupo, mais artistas eram. Disse
que Ralphy teve que cantar com a garganta afetada e que Robby foi obrigado a
fazer quatro shows consecutivos sob efeito de uma pneumonia dupla. Para isto,
conseguiram que uma pessoa lhe aplicasse acupuntura. Nos intervalos das canções
o sentavam numa cadeira de rodas e o aplicavam soro para mantê-lo com energia
para continuar cantando. A condição de gravidade de Robby era tão severa que finalmente
ele teve que ser hospitalizado e a administração do Menudo se viu obrigada a
cancelar duas das atividades.
Os incidentes antes expostos foram apresentados ao público
como um exemplo dos abusos e maus tratos físicos a que supostamente estavam
sujeitos os integrantes do grupo Menudo. Mas, esta não é necessariamente a
única interpretação possível para estes eventos.
A realidade é que os jovens do Menudo, como tantos outros
artistas, desfrutavam de um lugar privilegiado na sociedade. Eram ídolos e como
tal eram tratados e respeitados. Diante de milhões de seguidores, a magia que rodeia
tudo o
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