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sexta-feira, 13 de julho de 2018

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Miriam:

-Como foram as suas experiências no Menudo?

Rawy:

-Tive boas experiências e momentos agradáveis como em qualquer lugar, mas tinha uma série de coisas que no começo não nos dávamos conta. Eu chamo de “magia” do Menudo. Você entra com o desejo de fazer parte deste grupo tão famoso, e se sente feliz. Escuta as palavras feias, todo mundo te repreende, mas era como se não estivesse escutando nada porque estavas tão feliz que preferia ignorar. Quando passa o tempo e se da conta de que as mesmas coisas continuam acontecendo, você se diz: espera um pouco, estão me faltando com o respeito diariamente, me equivoquei em algo como humano que sou e tenho o direito de errar, mas me repreendem. Há tantas formas de você tratar uma pessoa e dizer as coisas sem ter que usar palavras ofensivas. Me aborrecia muito porque na metade do show, quando me sentia feliz e com a adrenalina pra cima, quando fazíamos a troca de roupa no intervalo, chegava o Edgardo Díaz para nos dizer: VOCÊS SÃO UMA MERDA! SÃO UNS BOSTAS NO PALCO, NÃO SERVEM PARA NADA. Ninguém deve ser tratado assim. As vezes ele se aproveitava da desculpa de que não tínhamos ânimo, para nos dizer tudo aquilo. Ele mudava constantemente de humor.

Miriam:

-Você me disse que aconteceu alguma coisa com o Robert. O que foi exatamente?

Rawy:

-Eu presenciei quando o Edgardo arrastou o Robert o puxando pelo seu cabelo. O Robert ainda estava vivendo nessa “magia”. Quando Edgardo se aproximou para lhe pedir perdão, o Robert disse: Não tem problema, eu vou dizer que não aconteceu nada, porque eu gosto de estar no grupo e não quero que você me tire.

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