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segunda-feira, 23 de julho de 2018

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B-      Os integrantes foram submetidos a condições de trabalho abusivas e irracionais, sobre tudo quando se tem a consciência de que eles eram crianças.
C-      Edgardo Díaz aproveitava de seu poder e do desejo dos jovens de continuar fazendo parte do grupo para cometer abusos físicos e mentais contra eles, e também para obter favores de natureza sexual.
2. Nenhum dos integrantes que supostamente foram objetos dos abusos e aliciamentos sexuais mais intensos deram sua versão sobre estes assuntos (*este livro foi escrito antes do escândalo que aconteceu quando Roy veio a público e declarou ter sido abusado sexualmente por Edgardo Días, assunto este que abalou o Brasil e a América Latina), nem apresentaram acusações formais perante as autoridades, muito menos naquele momento, nem durante os dez anos transcorridos desde que esta polêmica chegou a luz pública. E isso não foi feito nem mesmo pelos familiares mais próximos dos jovens.
3. Apesar de este caso envolver crianças, e da sensibilidade e rapidez que as autoridades governamentais devem ter diante de casos de maltrato e abuso sexual de menores, ainda mais quando estes casos chegam aos ouvidos da sociedade, a realidade foi que nenhum órgão público: fosse a polícia, Departamento de Justiça, Fiscais, o Departamento do trabalho, nem os Serviços Sociais tomaram nenhuma iniciativa para indagar ou efetuar uma investigação sobre este assunto. Oficialmente as autoridades fizeram um silêncio assombroso que prevaleceu.
4. Tendo em vista a seriedade das acusações e a delicadeza de sua natureza, desde ponto de vista de relações públicas e manejo de crises, Edgardo Díaz e sua equipe de trabalho manejaram de forma magistral toda esta polêmica. Ainda que sem dúvidas, esta polêmica os afetou pessoal e profissionalmente, ao menos no que se refere a responsabilidade civil e criminal eles saíram ilesos, apesar do enorme risco que enfrentaram.

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