quinta-feira, 16 de agosto de 2018

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Cuidados médicos inapropriados.  Assim como também, foi alegada a tolerância e a vista grossa aos vícios ou condutas inapropriadas de certos integrantes, a falta de respeito no que se refere a pessoa destes jovens, o maltrato físico, manipulação ou extorsão mental feita contra estes, aproveitando-se de sua inexperiência ou sua dependência econômica e emocional no grupo e na figura de Edgardo Díaz, sem esquecer as tentativas de sedução e inclusive alegações de sedução de menores e abuso sexual.
Independentemente da veracidade e extensão destas e de outras afirmações, a realidade é que para os jovens do Menudo, na foi fácil enfrentar e trabalhar nos termos físicos e emocionais num ambiente propício para acontecer este tipo de polêmica, acusações e contra-acusações. Definitivamente o Menudo e a empresa por trás deste conceito, nunca foram um bom substituto da família e de elementos de apoio emocional, indispensáveis para que um jovem atravesse com normalidade e sucesso, a difícil fase da adolescência até alcançar a maturidade plena como pessoa. O Menudo não era nada mais que um negócio. Foi um produto que ironicamente desfrutou de tão grande êxito comercial, enquanto era testemunha das turbulências e fracassos pessoais de muitos dos seus integrantes.
Mas se foi difícil para os jovens que fizeram parte do Menudo lidar com os problemas da fama, foi muito mais difícil lidar com a ausência desta, uma vez que terminava sua jornada no grupo. Estes garotos tinham sido fãs do grupo antes de integrá-lo. A “menuditis” também tinha possuído eles. Chegar a realizar um sonho de tal magnitude com tão pouca idade era como começar um novo sonho. Sonho que nem todos podiam chegar, e alcançá-lo e que tinha muitos significados perante a sociedade. Ser um Menudo era o máximo e uma vez dentro dele, a magia hipnotizadora da fama, o dinheiro e as garotas corriam trás deles, e lhes impedia de ver mais a longe  de sua única realidade. Enquanto

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