Cuidados médicos inapropriados. Assim como também, foi alegada a tolerância e
a vista grossa aos vícios ou condutas inapropriadas de certos integrantes, a
falta de respeito no que se refere a pessoa destes jovens, o maltrato físico,
manipulação ou extorsão mental feita contra estes, aproveitando-se de sua
inexperiência ou sua dependência econômica e emocional no grupo e na figura de
Edgardo Díaz, sem esquecer as tentativas de sedução e inclusive alegações de sedução
de menores e abuso sexual.
Independentemente da veracidade e extensão destas e de
outras afirmações, a realidade é que para os jovens do Menudo, na foi fácil
enfrentar e trabalhar nos termos físicos e emocionais num ambiente propício
para acontecer este tipo de polêmica, acusações e contra-acusações.
Definitivamente o Menudo e a empresa por trás deste conceito, nunca foram um
bom substituto da família e de elementos de apoio emocional, indispensáveis
para que um jovem atravesse com normalidade e sucesso, a difícil fase da
adolescência até alcançar a maturidade plena como pessoa. O Menudo não era nada
mais que um negócio. Foi um produto que ironicamente desfrutou de tão grande
êxito comercial, enquanto era testemunha das turbulências e fracassos pessoais
de muitos dos seus integrantes.
Mas se foi difícil para os jovens que fizeram parte do
Menudo lidar com os problemas da fama, foi muito mais difícil lidar com a ausência
desta, uma vez que terminava sua jornada no grupo. Estes garotos tinham sido
fãs do grupo antes de integrá-lo. A “menuditis” também tinha possuído eles.
Chegar a realizar um sonho de tal magnitude com tão pouca idade era como
começar um novo sonho. Sonho que nem todos podiam chegar, e alcançá-lo e que tinha
muitos significados perante a sociedade. Ser um Menudo era o máximo e uma vez
dentro dele, a magia hipnotizadora da fama, o dinheiro e as garotas corriam trás
deles, e lhes impedia de ver mais a longe
de sua única realidade. Enquanto
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