de uma geração ou simplesmente como um grupo da moda no
mundo das celebridades. Olhando por esta perspectiva, hoje era o Menudo, mas
amanhã da mesma forma que tinha acontecido ontem, surgiriam outros interpretes
que da mesma forma desfrutariam por um tempo do privilégio e da aclamação do
público. Em concordância com essa visão, a maioria das notícias sobre o grupo
se caracterizavam, por mostrar, com um grande acervo fotográfico, os diferentes
integrantes do grupo, as suas viagens e seus sucessos alcançados.
Mas, ao meu entender, a história do Menudo ficaria
incompleta se nos limitarmos aos seus recortes bibliográficos e relançamentos gráficos
de seus integrantes e daquelas experiências engraçadas que surgiram durante
toda a existência do grupo. Nesse sentido se tornava imprescindível realizar
uma análise profunda sobre o Menudo e avaliá-lo desde a perspectiva de um
fenômeno e um exemplo magistral do mercado e das relações públicas, que tornou
possível que cinco meninos alcançassem o que até esse momento nunca ninguém
tinha conseguido e que talvez nunca volte a se repetir.
Muitas pessoas se limitam a ver o Menudo simplesmente como
um grupo de jovenzinhos que teve êxito entre o público adolescente. Inclusive
alguns críticos já expressaram que com o surgimento deste quinteto os ouvidos
do público ficaram infectados. Isso em evidente menosprezo ao acervo musical
que este grupo construiu no mundo das celebridades. O Menudo foi muito mais que
cinco garotos que cantavam e dançavam ao ritmo de uma música melosa e pegajosa.
Devemos olhar para o Menudo como um conjunto juvenil que penetrou de uma
maneira nunca antes vista para triunfar em uma indústria hostil e pouco
receptiva a este tipo de produto musical. A visão de seu gênio criador fez possível
a esse grupo transcender as barreiras culturais, lingüísticas e inclusive os estereótipos

