homens, ainda que a imensa maioria delas eram de tom
juvenil. De forma que teriam evocar as lembranças, mas sem que os
ex-integrantes ficassem destoados. Os arranjos das canções originais respondiam
as tendências musicais de duas décadas atrás, era necessário então ajustá-las para
a década de 90, mas sem que perdessem a essência que as destacava. Também
teriam que escolher quem seriam os interpretes das canções e as coreografias
que fariam. Além disso, não poderiam esquecer-se do figurino. Até porque a
roupa foi um dos elementos que mais deu destaque ao Menudo, por isso não
poderiam descuidar-se disso nessa ocasião. Para ajudar nestas e em outras
tarefas indispensáveis, recrutaram e contaram com o apoio do coreógrafo Joey
Chéverez e do estilista porto-riquenho David Antonio.
Outro aspecto que teria que se decidir previamente era como
se divulgaria o evento para o público, para os meios de comunicação e no meio
publicitário. O óbvio teria sido fazer referência e uma alusão direta ao
Menudo. Porém, o Menudo era um nome e um conceito comercial devidamente
registrado e protegido pelas leis de propriedade intelectual e industrial. O
mesmo não pertencia aos ex-integrantes, por isso não poderiam utilizá-lo sem
arriscar-se a ser objeto de processos ou ações judiciais. Também não era
correto fazer referência aos vinte anos da criação do grupo, pois este não era
a situação da maioria dos ex-integrantes que participariam do evento. Foi
assim, que se selecionou como nome o slogan: O Reencontro, quinze anos depois.
De forma simultânea a preocupação com esses assuntos
começaram os ensaios e as aulas de dança. Apesar da química e de se conhecerem
a tantos anos, aconteceram algumas brigas e contratempos entre os
ex-integrantes. Diferente da sua experiência no Menudo, onde Edgardo ensinava
as direções com discrição absoluta, agora eram eles como homens maduros a quem