terça-feira, 15 de maio de 2018

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Quanto ao outro suposto renunciante, o venezuelano Jonathan Montenegro, o advogado López recordou que a duas semanas atrás ele tinha viajado a Venezuela para reunir-se com a avó do menino. Afirmou que esta senhora achava que Jonathan já era uma estrela antes de entrar no Menudo, e que ele recebeu ofertas na Espanha e América e que, portanto, não poderia receber o mesmo tratamento que “era dado aos outros quatro meninos que faziam parte do grupo, pois estes quatro vivem na sua sombra”. Sobre isto, López alegou ter respondido a ela que “o Menudo era uma fórmula mágica de catorze anos que tinha funcionado porque não tem estrelas, porque a única estrela é o conceito. Se existe uma estrela esta se chama Edgardo Díaz, seu criador”. Por isso sustentou que sua recomendação tinha sido que não assinassem contrato com este jovenzinho.
Para concluir sua versão do acontecido, os administradores do grupo asseguraram que o integrante Adrián Olivares tinha ido para o México com sua mãe para tirar férias. Segundo os porta-vozes do Menudo, eles mesmos os levaram para o aeroporto e tanto que a mãe do menino, como este lhes manifestaram que o jovem continuaria no grupo. Edgardo Dias disse ainda, que na noite anterior, o menor e sua mãe tinham dormido na casa de Jiménez. As versões sobre a permanência de Olivares no grupo foram variadas. Inclusive há quem tenha dito que esta permanência “foi muito bem paga”. Mais adiante, um dos renunciantes Rawy Torres ofereceria sua versão, a que adicionaria algumas respostas as muitas interrogações sobre a permanência de Adrían no grupo.
Como encerramento da apresentação, se escutou a energética afirmação do advogado López, que disse que: “o Menudo não é das mães dos meninos, nem de ninguém, é uma obra criada por um porto-riquenho. O Menudo pertence aos seus fãs. Um golpe de mesquinhez, de ganância, de hipocrisia e de pouca vergonha não vai acabar com o Menudo”.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

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suposta violação do contrato no que diz respeito aos pagamentos o advogado López negou tais alegações. Disse que os integrantes do grupo eram informados da renda de cada show e lhes era pago a porcentagem aplicada (na situação de Rawy e Robert) os saldos correspondentes (nos casos de Adrián, Edward e Jonathan) segundo o estipulado. O Sr Jiménez assegurou ainda ter evidencias para sustentar tais afirmações. Mas, destacou que “em nenhum lugar do contrato está especificado que temos que dar conta de nosso estado financeiro. Somente lhes informamos o que está relacionado com os shows”.
Seguindo o raciocínio Jiménez afirmou estar surpreso como todos com o acontecido, pois no domingo a noite tinha confraternizado com os pais dos meninos “de forma muito agradável e foi uma chuva de beijos e abraços quando nos despedimos. Então foi um choque para mim”. Então a administração do Menudo de acusada, passou a assumir o papel de acusadora ao indicar que por causa do incidente onde dois dos integrantes tinham sido detidos com posse de maconha “existe uma disciplina maior para benefício deles e da empresa”. Segundo Jiménez, agora para os jovens “era controlado o acesso de outras pessoas” e explicou que durante as apresentações recentes que o grupo fez no Hotel Caribe Hilton deram quartos para todos os meninos e suas respectivas mães.
Continuando o relato, o advogado López tomou a palavra para negar a suposta renúncia de quatro integrantes do grupo e disse que só se tratavam de dois. Pois como indicamos antes, a respeito de Edward Aguilera, no dia anterior tinham notificado a mãe dele de que ele não tinha sido aprovado no período probatório, por isso o menino estava fora do grupo. Sobre o fundamento alegado para esta decisão, Edgardo Díaz explicou que este é um critério artístico que também incluía a conduta e disposição do menino para o trabalho.

domingo, 13 de maio de 2018

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Os jornalistas perguntaram sobre a ausência do outro integrante do grupo na coletiva, o mexicano Adrián Olivares. Os advogados contaram que a mãe deste iria ao México “para consultar os seus advogados”. Quando os representantes da imprensa tentaram se aprofundar sobre as acusações lançadas contra a administração do grupo a resposta que se repetia uma e outra vez era: “não podemos comentar sobre isto”. Inclusive segundo publicou jornal El Nuevo Día de Porto Rico em um instante em que Rawy se dispôs a responder a um jornalista, o advogado Sueiro o agarrou pelo ombro e lhe instruiu a não contar nada.
Duas horas depois de finalizada a coletiva dos quatro ex-integrantes e seus pais, o panamenho José Antonio Jiménez proprietário do Menudo, Edgardo Dias produtor do grupo e seu representante legal o advogado Orlando López responderam o que foi dito por estes. Em sua apresentação a imprensa a administração do Menudo tinha uma estratégia clara, o estabelecimento do profissionalismo da empresa e atribuir qualquer responsabilidade pela polêmica surgida aos próprios integrantes que alegavam terem renunciado.
Quanto as denúncias por “não terem recebido atenção médica nos momentos de necessidade”, Edgardo Diaz citou dois incidentes recentes onde destacou os cuidados que Jonathan e Edward receberam quando contraíram hepatite. Diaz assegurou que só três integrantes puderam assistir o importante “Carnaval da Rua 8” de Miami. Os outros dois pela doença contraída não puderam estar presentes e foram afastados de seus compromissos musicais até que o médico finalmente lhes deu alta.
Quando lhes perguntaram sobre as declarações que os advogados dos desistentes fizeram relacionados a uma

sábado, 12 de maio de 2018

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razões da mesma. Entre os pontos discutidos na coletiva, ressaltaram que entre as razões que motivaram a renúncia se encontrava “o maltrato físico, mental e emocional do qual os jovens tinham sido objeto por parte de José A. Jimenez o Presidente da Beresford Finance Inc e por Edgardo Diaz representante artístico do grupo”.
No comunicado também se acusava os empresários de terem “faltado com a indelegável obrigação de fornecer aos meninos uma educação adequada”. Em relação a este ponto, os jornalistas questionaram de forma incisiva os jovens e especificamente Robert e Rawy sobre umas declarações alegadamente dadas por estes a um mês atrás numa coletiva de imprensa celebrada no Hotel Caribe Hilton e relacionada com sua apresentação mais recente em Porto Rico, na qual tinham manifestado sua satisfação com a educação que recebiam e com os métodos de ensino do professor  Eduardo Fraguada. Naquela ocasião os jovens haviam expressado que se sentiam muito satisfeitos com a educação que estavam recebendo; que tinham aulas quatro vezes por semana; que se sentiam preparados e que, de fato, depois desta coletiva iriam ter sua aula daquele dia. Agora, porém, a versão era outra. Tanto os advogados como os quatro jovens negaram terem feito tais declarações naquela coletiva.
Nesta comunicação se alegava que os jovens: “tão pouco tinham recebido atenção médica em momentos de necessidade”. Assim também reafirmaram que “tinha ocorrido uma violação flagrante dos acordos contratuais existentes relativos a forma de pagamento e contabilidade do rendimento derivado dos compromissos artísticos”. Sobre isto em particular, destacaram ainda, que “não tinham lhes mostrado uma planilha detalhada dos ganhos da corporação”.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

80 - As duas versões


Todo o país estava com a expectativa de saber o que iriam dizer cada uma das partes e saber as razões poderosas que motivaram uma decisão tão drástica na vida destes jovenzinhos e a que, sem duvida alguma, acarretaria repercussões sérias sobre o futuro de uma marca tão querida e respeitada mundialmente. As razões deviam ser de grande importância. Do contrário nada do que estava acontecendo teria o menor sentido. Porém, depois da celebração de ambas as coletivas, as explicações resultaram ser insuficientes e as interrogações em vez de se esclarecerem se somaram as outras.
A primeira das coletivas foi convocada pelas mães dos integrantes que alegavam terem renunciado ao grupo. Estas estiveram acompanhadas pelos jovens e seus assessores legais os advogados Carlos Feliciano e Roberto Sueiro. Esta atividade celebrada no Colégio de Advogados de Porto Rico foi iniciada pelos representantes legais dos pais que se dirigiram a imprensa. Por instruções e recomendações destes, os quatro integrantes e suas mães permaneceram em silencio absoluto durante a coletiva. Os advogados Sueiro e Feliciano leram aos presentes a carta de demissão que foi enviada aos proprietários do Menudo. Nesta apresentavam sua renúncia formal e exporiam as

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maiores preocupações de qualquer pai no que diz respeito ao bem estar de seus filhos.
Nos próximos parágrafos, continuaremos a analisar estas e muitas outras interrogações. Para algumas existem respostas lógicas, racionais e bem fundamentadas, para outras, a explicação oferecida, longe de esclarecer a situação suscita por sua vez maiores interrogações, em ocasiões ainda mais sérias que as levantadas inicialmente.