sábado, 26 de maio de 2018

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lhe pedir que inflacionasse (aumentasse) os valores das faturas que apresentava por seus serviços, com o propósito de descontar um valor maior no salário porcentual que pagaria aos meninos.
O país ficou conturbado diante do surgimento destas novas declarações. Mais adiante, o “Caso Menudo” se transformaria em um escândalo, não Menudo (Menudo significa pequeno em espanhol), mas sim de grandes e inesperadas proporções.
As afirmações de Arellanos se arremetiam contra todos aqueles que de uma forma ou de outra estavam relacionados com a administração do grupo, desde Edgardo até o advogado Orlando López. Não foi surpresa para ninguém que o primeiro que se levantou contra os comentários de Arellanos foi o próprio López. Como recordaremos, dentro da estratégia de trabalho e redução de danos adotada pela administração do Menudo, este advogado tinha por obrigação fazer uma ofensiva para tirar a credibilidade das denuncias lançadas contra a empresa, atacando com força e sem piedade as pessoas de seus acusadores. Diante desta nova crise, López não titubeou nem perdeu tempo.
Minutos antes de finalizar o programa de Jovet, López se comunicou telefonicamente com o canal 7 para informar que estava a caminho do canal acompanhado da polícia para buscar Bolívar Arellanos. Tão logo chegou as instalações do canal, López disse a imprensa ali reunida que se encontrava em seu quarto assistindo o programa e “não podia acreditar como de uma forma tão descarada se falava disso” e afirmou que “eles não iam permitir esses disparates”. Assim ele procurou a Polícia para fazer uma denúncia por violação do Artigo 118 do Código Penal de Porto Rico, delito contra a honra, conhecido popularmente como “difamação”. Foi imediatamente para o canal, onde já se encontrava a Polícia. Apesar da consternação e

sexta-feira, 25 de maio de 2018

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jornalista que era tinha certeza pelas entrevistas que tinha realizado com os pais e os meninos.
Ao finalizar a participação de Bolivar Arrellanos, o bastão passou para o senhor Noberto Rosa, pai do ex-menudo Robby Rosa. Este senhor não confirmou, nem desmentiu nenhuma das afirmações de Arellanos. Confessou ainda, que enquanto seu filho estava no Menudo, em muitas ocasiões desconhecia o seu paradeiro. Também reconheceu que se viu obrigado a entregar um cartão de crédito, para que Robby pudesse comprar comida durante as viagens, pois muitas vezes passava fome.
Perguntaram para a mãe de Robby, a senhora Sonia Rosa se alguma vez seu filho tinha manifestado o desejo de abandonar o grupo. Um contundente “sim” foi a sua resposta. E o pai de Robby acrescentou, que durante uma das viagens ao México, Robby ligou para sua casa muito agitado, expressando que desejava sair do Menudo, pois segundo ele alegou, estava passando por situações que não gostava.
Por outro lado, o pai de Robby fez referencia a várias dívidas que a administração do grupo tinha com seu filho. Entre elas mencionou que Edgardo e sua mãe Dona Panchi ofereceram como pagamento de uma dívida de cinco mil dólares que deviam a Robby uma parte de um terreno que nunca foi concedida. Este ainda disse que Edgardo Díaz tinha se declarado falido para não pagar nada a ninguém e que não informava seus verdadeiros ganhos ao Ministério da Fazenda. Como veremos no transcorrer deste capítulo, esta ultima afirmação será repetida continuamente pelos pais de vários ex-menudos.
Pedro (Papo) Gely ex-diretor musical do grupo também esteve presente no programa. Gely divulgou que no tempo em que alguns integrantes eram pagos por porcentagem de ganhos Edgardo chegou a

quinta-feira, 24 de maio de 2018

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porto-riquenha que ele “ficou doente, que já está muito velho, que já não tem voz, etc...”
Apesar da seriedade destas acusações e de Arellanos ter apresentado uma declaração assinada e certificada em cartório, garantindo a veracidade das acusações, a imprensa nova yorquina não deu destaque as mesmas, aparentemente por considerar que Arellanos carecia de provas ou testemunhas para sustentar suas acusações.
Durante sua participação no programa “Controversial”, Bolivar Arellanos também contou que tinha recebido várias ameaças de prisão e inclusive de morte da parte de pessoas relacionadas com a administração do Menudo para impedir sua chegada a Porto Rico e, portanto suas declarações na imprensa. Assim também disse, que tratariam de prendê-lo para evitar que ele mostrasse o que segundo ele, condenava os dirigentes do quinteto porto-riquenho. Seu pavor estava muito bem fundamentado, pois ao concluir sua participação no programa, suas suspeitas se tornariam realidade.
Como quem trata de investigar todos os pontos do debate e razões possíveis que pudessem motivar este senhor a tomar tal decisão, mais uma vez, Jovet pediu a Arellanos que declarasse se havia algum interesse comercial da parte dele, já que seu estabelecimento comercial a “Menuditis” radicado na cidade de Nova York estava falido. Este negou tal afirmação e embasou sua resposta afirmando que não devia dinheiro a ninguém e que pelo grave conteúdo das afirmações, teria que fechar sua loja.
Seguindo a regra de proteger-se legalmente, a jornalista lhe perguntou se o que ele sabia consistia de seu próprio e pessoal conhecimento. O indivíduo assegurou que “não”, mas que como

quarta-feira, 23 de maio de 2018

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fizeram o queixo dos telespectadores cair de novo, causando como efeito um silêncio de consternação. Desta vez, dois nomes adicionais entrariam na sua lista de acusados.

- Outro incidente: Os três personagens (Edgardo Díaz, José A.Jiménez e Orlando López) levaram um grupo de meninos para a casa de Caguas, (a mansão que Edgardo tinha na montanha de Caguas), supostamente para que fizessem testes... Já que no Menudo sempre estavam trocando de integrantes... Levaram estes garotos para fazerem testes... Depois, como ficou um pouco tarde os convidaram para que fossem nadar na piscina. Depois de estarem nadando, os convidaram para “tomar uns tragos”. Depois pediram aos meninos que ligassem e dissessem aos seus pais que estava muito tarde e que não tinha ninguém que pudesse levá-los... E ficaram com os meninos, repartindo eles entre si, Orlando López, Edgardo Díaz... e o senhor Jiménez levou um menino para o seu apartamento.

Esta não foi a primeira ocasião este cavalheiro fez declarações desta natureza. Anteriormente no dia 22 de abril na cidade de Nova York, Arellanos junto do ex-menudo Raymond Acevedo, seu pai e o pai de Ralphy Rodríguez tinham dado uma coletiva de imprensa, onde alegaram que 9 dos 25 integrantes que tinham feito parte do conjunto até aquele momento, foram objetos de abuso e assédio sexual. Nesta ocasião, Arellanos foi ainda mais longe ao sustentar que Edgardo Díaz gostava dos meninos porque quando eles entravam no Menudo eram virgens. Sendo crianças, os integrantes tinham boa saúde, o que alegadamente permitia que Díaz, López e Jimenez tivessem a confiança de que não seriam infectados com o vírus da AIDS, “com os meninos não precisariam usar camisinha” Segundo Arellanos, quando um menino se negava a continuar sendo abusado sexualmente, a empresa o despedia e declarava a imprensa

terça-feira, 22 de maio de 2018

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Diante da seriedade das acusações, a senhora Jovet interrompeu Arellanos e insistiu em fazer-lhe ver que se o que estava falando não fosse verdade, poderia causar um grande dano a Edgardo Díaz. Carmen é uma veterana nos meios de comunicação. E como tal, sabia as repercussões que acusações desta natureza teriam sobre uma figura pública como Edgardo Díaz. E mais ainda, com toda a segurança ela tinha em mente as possíveis repercussões negativas geradas na opinião pública que poderiam resultar até na sua pessoa, já que ela permitiu que isso se revelasse em seu programa. No dia seguinte, poderia ser considerada a mais valente e responsável das repórteres ou pelo contrário, em um instante perder toda a sua credibilidade. Para um jornalista isto é fundamental, é o mais importante.
Para esta pergunta de Jovet, Arellanos respondeu com certo nervosismo, que não era ele fazia dano a Edgardo, mas sim que era o próprio Edgardo que fazia dano a vários meninos.
A isto, Jovet lhe questionou porque estes meninos não falaram. Mais adiante, Jovet receberia a resposta para esta ultima pergunta. As revelações de Arellanos não tinham se concluído:

- Na Itália um menino despertou quando o senhor Edgardo estava acariciando-lhe em suas partes íntimas. Esse menino lhe disse: com todo perdão (referindo-se ao público pelas palavras de baixo calão que seguiriam o relato) “Mas que caralho você está fazendo? Isto não é o que eu gosto. Eu gosto das mulheres e não dos homens. Você está equivocado comigo. Eu vou contar para os meus pais...” E é claro que o menino contou para seus pais.

Quando o público já estava totalmente estremecido de espanto, pensando que o relato tinha terminado, e que não poderia haver mais nada nesta incrível história de terror, novas revelações