Até
que na sexta-feira dia 11 de janeiro de 1985 recebi uma ligação de Néstor. A
notícia que deu me deixou bem desconcertado.
"Olhe
Acevedo acabo de falar com uma prima de confiança que me assegurou que a
entrada de Raymond está na corda bamba desde que apareceu um garoto, acredito
que seja do município de Isabela chamado Joey. Te digo isso para que prepare o
Raymond pois me daria muita pena que ele sofra uma decepção maior."
"A
verdade que a notícia que está me dando é difícil. Não porque ele não vai
entrar no grupo, mas sim como vou prepará-lo para esta situação."
"Preste
atenção Acevedo, Raymond é muito inteligente e não acredito que sofra maiores consequências que uma leve decepção."
"É
Néstor assim espero e obrigado pela notícia ainda que não seja muito boa, mas
pelo menos não teremos surpresas. Se souber de mais alguma coisa, por favor, me
diga, pois quero saber."
Nos
despedimos e neste momento Raymond, minha
esposa Magaly, minha filha Glorily e Nilsa minha filha adotiva haviam se
reunido ao redor do telefone. Raymond se sentou em cima do armário da cozinha
olhando-me fixamente.
"¿O
que aconteceu?" Minha esposa perguntou.
"Néstor
me indica que Raymond aparentemente foi rebaixado ao segundo plano quanto possibilidade
de ser escolhido e está considerando um garoto chamado Joey."
"¡Joey!
Ai Papai eu conheci ele e não acredito que ele ganhe de mim no Menudo. Isto é uma
cortina de fumaça do Edgardo para despistar a imprensa. ¡Eu sou o Novo
Menudo!"
"Raymond,
por favor, tem que estar preparado para uma negativa. Eu acredito que deve
considerar que os outros também têm suas qualidades e que pode ser que sejam as
que Edgardo procura."
"Papai,
eu te disse que queria ser um Menudo, e é isso que sou. Você verá que é assim,
¡e será! Isto é uma cortina de fumaça e nada mais, assim não se preocupe."
Com estas
palavras se levantou, pegou sua bicicleta e foi para frente de casa para correr
um pouco.
"Ó
Santo Deus, este menino tem uma confiança em si mesmo que me deixa perplexa."
Comentou sua mãe que já estava com os olhos cheios de lágrimas.
"Eu
me preocupo, pois a decepção pode ser devastadora."
"Meu
negro, vamos deixá-lo nas mãos de Deus e rogamos que prevaleça a Sua vontade e
não a nossa."
Esse
fim de semana foi de uma angustia emocional incrível. Não conseguia dormir ou
concentrar-me em nada. O telefone não tocou nem uma vez para aumentar a espera,
ninguém me ligou. Raymond permaneceu tranquilo e com sua confiança habitual.
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