domingo, 18 de dezembro de 2016

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Até que na sexta-feira dia 11 de janeiro de 1985 recebi uma ligação de Néstor. A notícia que deu me deixou bem desconcertado.
"Olhe Acevedo acabo de falar com uma prima de confiança que me assegurou que a entrada de Raymond está na corda bamba desde que apareceu um garoto, acredito que seja do município de Isabela chamado Joey. Te digo isso para que prepare o Raymond pois me daria muita pena que ele sofra uma decepção maior."
"A verdade que a notícia que está me dando é difícil. Não porque ele não vai entrar no grupo, mas sim como vou prepará-lo para esta situação."
"Preste atenção Acevedo, Raymond é muito inteligente e não acredito que sofra maiores consequências que uma leve decepção."
"É Néstor assim espero e obrigado pela notícia ainda que não seja muito boa, mas pelo menos não teremos surpresas. Se souber de mais alguma coisa, por favor, me diga, pois quero saber."
Nos despedimos  e neste momento Raymond, minha esposa Magaly, minha filha Glorily e Nilsa minha filha adotiva haviam se reunido ao redor do telefone. Raymond se sentou em cima do armário da cozinha olhando-me fixamente.
"¿O que aconteceu?" Minha esposa perguntou.
"Néstor me indica que Raymond aparentemente foi rebaixado ao segundo plano quanto possibilidade de ser escolhido e está considerando um garoto chamado Joey."
"¡Joey! Ai Papai eu conheci ele e não acredito que ele ganhe de mim no Menudo. Isto é uma cortina de fumaça do Edgardo para despistar a imprensa. ¡Eu sou o Novo Menudo!"
"Raymond, por favor, tem que estar preparado para uma negativa. Eu acredito que deve considerar que os outros também têm suas qualidades e que pode ser que sejam as que Edgardo procura."
"Papai, eu te disse que queria ser um Menudo, e é isso que sou. Você verá que é assim, ¡e será! Isto é uma cortina de fumaça e nada mais, assim não se preocupe." Com estas palavras se levantou, pegou sua bicicleta e foi para frente de casa para correr um pouco.
"Ó Santo Deus, este menino tem uma confiança em si mesmo que me deixa perplexa." Comentou sua mãe que já estava com os olhos cheios de lágrimas.
"Eu me preocupo, pois a decepção pode ser devastadora."
"Meu negro, vamos deixá-lo nas mãos de Deus e rogamos que prevaleça a Sua vontade e não a nossa."
Esse fim de semana foi de uma angustia emocional incrível. Não conseguia dormir ou concentrar-me em nada. O telefone não tocou nem uma vez para aumentar a espera, ninguém me ligou. Raymond permaneceu tranquilo e com sua confiança habitual.

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