Me vieram a mente tantas
interrogações sobre este assunto e em especial sobre a insistência de silêncio
do meu filho. ¿O Edgardo sabia destes indivíduos? e se sabia ¿seria ele um
participante, conforme alguns rumores que circulavam sobre ele? Até este
momento eu não tinha notado absolutamente nada suspeito quanto ao Edgardo e até
mesmo do Papo Tito. Por esta razão tudo parecia bem confuso. Realmente comecei
a sentir-me preso, como disse o Tito, "O Menudo prende os garotos",
mas também prende os pais. O Menudo começava a ser uma experiência incrível e a
cada dia que passava mais amor eu tinha por ele. Os quatro garotos, à parte meu
filho, já tinham se transformado em meus filhos também. Todos me pediam a bênção quando me viam e me davam um abraço. Quando entrava onde eles estavam me
recebiam com aprovação e celebração. Tentei falar com os pais dos garotos, mas
só encontrei barreiras. Não existia nenhuma união entre eles e cada qual pegava
só o que era seu e quanto ao conteúdo de rumores e das coisas que eles sabiam não
afetava seus filhos em específico, ninguém queria saber de nada e muito menos discuti-lo.
Era incrível a frieza que existia entre os pais. Parece que espalharam a
conversa de que eu era muito parecido com o pai do Rey Reyes, pois nenhum outro
pai parecia atrever-se estar muito perto da gente, caso fosse verdade. O que
existia era um ambiente de medo especialmente do Edgardo ou do que ele pudesse pensar.
A impressão era que ninguém queria perder a "Galinha dos ovos de ouro".
Um novo propósito tinha surgido
na minha mente e era que de uma forma ou outra conseguiria unir esta gente. Tínhamos
uma grande coisa em comum o "Menudo", e com tal motivo tínhamos que
funcionar em conjunto para beneficio de nós mesmos. Me propus a começar a ganhar
a confiança dos outros pais através de seus próprios filhos. Ia trabalhar em
tudo que pudesse e ganhar a confiança dos garotos. Me transformaria em um
conselheiro e irmão mais velho ou melhor em um pai já que a maioria deles eram
filhos de pais divorciados. E quanto ao Edgardo também decidi romper essa barreira
que o rodeava e ganhar a sua confiança. Tinha que demonstrar-lhe que eu não era
um fiscalizador e sim um colaborador. Para isso tinha que primeiramente fechar
a boca e não fazer comentários que fossem contra a filosofia da Padosa ou do
Edgardo Díaz. Em outras palavras começaria a jogar o jogo que eles jogavam com
as regras que eles usavam. Depois de conhecer estas com perfeição, começar a
fazer as mudanças sutilmente, pois o Edgardo demonstrava ser uma pessoa
altamente inteligente e bem difícil de conhecer. Meu desafio era precisamente
esse, conhecê-lo bem.
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