Em um episódio amargo para minha
esposa, nosso filho confessou a ela seu envolvimento com maconha dentro do
grupo e seu uso. Minha esposa não sabia nada disto, e eu insisti que para ela
saber teria que vir diretamente dele sob confissão. Outra confissão foi a de ele
haver presenciado um fotógrafo e um membro do grupo Menudo fazendo amor.
"¿E o que você fez
quando viu isso?"
"Mamãe, eu deitei, me
virei para o outro lado e dormi."
"Raymond, ¿E quanto
a você, nunca tentaram te convencer ou te tocar?"
"Nunca deixei. Eles
tentavam cada vez que passavam e em forma de brincadeira me tocar no pênis ou
nas minhas nádegas."
"¡Meu Deus! ¿Por que
nunca disseste nada?"
"Mamãe, você me
tirava do Menudo."
"¿E
quem fazia isso?"
Papo Tito, Edwin Fonseca e outros.
Jiménez me dizia:
“¿Como você sabe que não gosta de fazer sexo com um homem se nunca provou?"
Seus prantos duraram até tarde da
noite, mas o orgulho no seu filho cresceu. Seu consolo era que o Raymond tinha
saído daquela "Fábrica de Perversão" e que novamente estava sob nossa
proteção. Tudo parecia um sonho. Um de gratas recordações e de recordações
amargas. Não podia olhar para trás, pois já não podíamos remediar, tinha que
olhar para o futuro e a reintegração do Raymond ao seu lar.
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