segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

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Em um episódio amargo para minha esposa, nosso filho confessou a ela seu envolvimento com maconha dentro do grupo e seu uso. Minha esposa não sabia nada disto, e eu insisti que para ela saber teria que vir diretamente dele sob confissão. Outra confissão foi a de ele haver presenciado um fotógrafo e um membro do grupo Menudo fazendo amor.
"¿E o que você fez quando viu isso?"
"Mamãe, eu deitei, me virei para o outro lado e dormi."
"Raymond, ¿E quanto a você, nunca tentaram te convencer ou te tocar?"
"Nunca deixei. Eles tentavam cada vez que passavam e em forma de brincadeira me tocar no pênis ou nas minhas nádegas."
"¡Meu Deus! ¿Por que nunca disseste nada?"
"Mamãe, você me tirava do Menudo."
"¿E quem fazia isso?"
Papo Tito, Edwin Fonseca e outros. Jiménez me dizia: “¿Como você sabe que não gosta de fazer sexo com um homem se nunca provou?"
Seus prantos duraram até tarde da noite, mas o orgulho no seu filho cresceu. Seu consolo era que o Raymond tinha saído daquela "Fábrica de Perversão" e que novamente estava sob nossa proteção. Tudo parecia um sonho. Um de gratas recordações e de recordações amargas. Não podia olhar para trás, pois já não podíamos remediar, tinha que olhar para o futuro e a reintegração do Raymond ao seu lar.

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