segunda-feira, 16 de abril de 2018

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Para esta data, a revista semanal “Veja” estimou que o produtor do Menudo Edgardo Díaz fosse receber uma bagatela de 50 mil dólares em cada uma das 17 apresentações da turnê de shows. Fazendo este cálculo poderíamos presumir que Edgardo geraria cerca de 1 milhão de dólares nos shows, nas vendas de artigos relacionados ao grupo e outros derivados. Esta mesma revista dedicou sete páginas de matéria principal ao quinteto apesar da iminência das eleições de 15 de março. E como se isso fosse pouco, comparou o quinteto com o consagrado novelista Jorge Amado. Nesta mesma edição também falou do disco Mania gravado em português, que neste momento havia vendido mais de 1.500,000 cópias: “com mais de um milhão e meio vendidos o grupo porto-riquenho foi o grande fenômeno de popularidade do ano no Brasil”.
Por outro lado em janeiro de 1985 a revista semanal “Manchete” destacou a visita do conjunto como “um dos principais acontecimentos de 1984 no Brasil”. Como é de se notar, todos os meios de comunicação e o público tinham os jovenzinhos na mira. O Menudo era o tema de conversa de cada menina brasileira que sonhava em estar “frente a frente” com o seu integrante favorito. Os meios destacavam cada passo dos integrantes do quinteto. Que transformavam em “ouro” em cada notícia.
Porém nem todos os meios se ajoelharam diante o triunfo do grupo. Não faltaram críticos. Alguns jornais e revistas de maior proeminência se voltaram contra o quinteto. Um destes foi a revista semanal “Afinal” (publicação similar ao Newsweek) que enfadada pela “menuditis” abriu fogo contra os jovens, criticando-os amargamente pela “ausência total de capacidade artística e por ser um fenômeno que não se encaixava a realidade social brasileira”. O resultado tal como admitiu a própria

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