Para esta data, a revista semanal “Veja” estimou que o
produtor do Menudo Edgardo Díaz fosse receber uma bagatela de 50 mil dólares em
cada uma das 17 apresentações da turnê de shows. Fazendo este cálculo poderíamos
presumir que Edgardo geraria cerca de 1 milhão de dólares nos shows, nas vendas
de artigos relacionados ao grupo e outros derivados. Esta mesma revista dedicou
sete páginas de matéria principal ao quinteto apesar da iminência das eleições
de 15 de março. E como se isso fosse pouco, comparou o quinteto com o
consagrado novelista Jorge Amado. Nesta mesma edição também falou do disco
Mania gravado em português, que neste momento havia vendido mais de 1.500,000
cópias: “com mais de um milhão e meio vendidos o grupo porto-riquenho foi o
grande fenômeno de popularidade do ano no Brasil”.
Por outro lado em janeiro de 1985 a revista semanal “Manchete”
destacou a visita do conjunto como “um dos principais acontecimentos de 1984 no
Brasil”. Como é de se notar, todos os meios de comunicação e o público tinham
os jovenzinhos na mira. O Menudo era o tema de conversa de cada menina
brasileira que sonhava em estar “frente a frente” com o seu integrante favorito.
Os meios destacavam cada passo dos integrantes do quinteto. Que transformavam em
“ouro” em cada notícia.
Porém nem todos os meios se ajoelharam diante o triunfo do
grupo. Não faltaram críticos. Alguns jornais e revistas de maior proeminência se
voltaram contra o quinteto. Um destes foi a revista semanal “Afinal”
(publicação similar ao Newsweek) que
enfadada pela “menuditis” abriu fogo contra os jovens, criticando-os
amargamente pela “ausência total de capacidade artística e por ser um fenômeno
que não se encaixava a realidade social brasileira”. O resultado tal como
admitiu a própria
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