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sexta-feira, 27 de julho de 2018

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oportunidade de realizar um sonho, uma fantasia e foi quem lhes abriu as portas para conhecer o mundo e gerar benefícios econômicos significativos para eles e para suas famílias. Um homem disciplinado, porque definitivamente tem ser assim para poder chegar alto e obter o que se deseja na vida. Um mentor exigente, que tinha que ser forte para engajar e obter o melhor dos jovens que com aquela idade eram naturalmente rebeldes e imaturos.
Simultaneamente também surge uma imagem totalmente diferente de Edgardo Díaz: a de um homem de negócios inescrupuloso que assim como os grandes barões do café do século passado eram movidos pela ânsia desmedida de lucro e poder. Um homem que construiu um império artístico baseado na exploração do trabalho de crianças que ele via como meros objetos de decoração. Meninos que deslumbrados pela fantasia do meio artístico e pela inexperiência, características de sua tenra idade, confiavam piamente nele, para que depois fossem “passados para trás” na sua boa fé. Um empresário que menosprezava suas responsabilidades e obrigações para com os demais. Um influente personagem do meio artístico que podia fazer uso com facilidade das estruturas de poder e da ordem pública do país para adiantar seus interesses. Uma pessoa que manipulava os valores dos ingressos vendidos nos shows para não pagar os ganhos e porcentagens que seriam pagos aos Menudos, ingressos que ao se subfaturarem não eram pagos na sua totalidade a receita federal. Um operador astuto que tinha como prática criar uma série de frentes corporativas das quais depois de explorar as levava a falência e deixava deste jeito, sem pagar o que devia nem para os integrantes, nem para os seus credores e contratantes.
Também surge um Edgardo Díaz como um ser com sérios distúrbios emocionais. Uma pessoa que tinha

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