oportunidade de realizar um sonho, uma fantasia e foi quem
lhes abriu as portas para conhecer o mundo e gerar benefícios econômicos significativos
para eles e para suas famílias. Um homem disciplinado, porque definitivamente
tem ser assim para poder chegar alto e obter o que se deseja na vida. Um mentor
exigente, que tinha que ser forte para engajar e obter o melhor dos jovens que
com aquela idade eram naturalmente rebeldes e imaturos.
Simultaneamente também surge uma imagem totalmente diferente
de Edgardo Díaz: a de um homem de negócios inescrupuloso que assim como os
grandes barões do café do século passado eram movidos pela ânsia desmedida de
lucro e poder. Um homem que construiu um império artístico baseado na
exploração do trabalho de crianças que ele via como meros objetos de decoração.
Meninos que deslumbrados pela fantasia do meio artístico e pela inexperiência, características
de sua tenra idade, confiavam piamente nele, para que depois fossem “passados
para trás” na sua boa fé. Um empresário que menosprezava suas responsabilidades
e obrigações para com os demais. Um influente personagem do meio artístico que
podia fazer uso com facilidade das estruturas de poder e da ordem pública do
país para adiantar seus interesses. Uma pessoa que manipulava os valores dos
ingressos vendidos nos shows para não pagar os ganhos e porcentagens que seriam
pagos aos Menudos, ingressos que ao se subfaturarem não eram pagos na sua
totalidade a receita federal. Um operador astuto que tinha como prática criar
uma série de frentes corporativas das quais depois de explorar as levava a
falência e deixava deste jeito, sem pagar o que devia nem para os integrantes,
nem para os seus credores e contratantes.
Também surge um Edgardo Díaz como um ser com sérios distúrbios
emocionais. Uma pessoa que tinha
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