sábado, 25 de novembro de 2017

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mundiais da indústria da fama em todos os tempos.
Nem tudo foi emoção naquele momento. Muitas jovenzinhas enfeitiçadas com a magia e o esplendor desses artistas recorreram a táticas menos honrosas, com o objetivo de chegar perto dos seus ídolos. Segundo revelaram várias revistas da época, algumas fãs aceitaram propostas indecentes, ou até aconteciam casos em que elas se ofereciam para fazer favores sexuais a certos oportunistas que cuidavam da segurança do grupo com a condição de deixá-las terem o acesso aos integrantes.
Qualquer um dos 33 integrantes que fizeram parte das diferentes etapas do grupo poderiam narrar todo tipo de experiências. No meu caso em particular, recordo um caso que me chamou a atenção, pela ansiedade que me provocou ao escutá-la. No fim de um show os integrantes foram retirados do palco pela equipe segurança contratada. Com a intenção de fugir das milhares de jovenzinhas histéricas que se encontravam ao redor do palco os seguranças agiram rapidamente. Durante a execução deste esquema Robby ficou preso e uma avalanche de meninas caiu sobre ele. Ele tentava gritar, mas a multidão não permitia que os seguranças percebessem a sua situação. Foi só quando Raymond o viu e tentou ajudá-lo a sair, que os seguranças tomaram as providências e conseguiram resgatá-lo.
Em outra ocasião Sergio Gonzáles foi apalpado em suas partes íntimas por uma das meninas que desesperadamente tentava subir no palco onde o grupo estava gravando um episódio do seu programa “Menudomania”.
Ricky Martin contou uma vez que uma fã tentou cortar o cabelo do Sergio para guardá-lo de lembrança, mas

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

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Lachman do New York Post, como um sucesso inigualável desde a chegada do Beatles em 1964.
Segundo alguns relatos esta euforia se transformou em um grande problema para a segurança de alguns hotéis e de seus outros hospedes que estes optaram por se negar a hospedar os integrantes do Menudo.
Esta euforia das fãs chegou a tal extremo que em março de 1985, aconteceram mortes no Rio de Janeiro, Brasil. A polícia da cidade iniciou investigações sobre as causas das mortes, provocadas pela alegada super lotação dos shows do grupo, o que aconteceu foi que 20 mil jovens ficaram esmagadas e sufocadas dentro do estádio do Vasco da Gama. Nessa mesma ocasião, os jornais brasileiros expressaram seu espanto diante das rigorosas medidas de segurança que foram tomadas durante a turnê do conjunto. Na sua chegada a Fortaleza se utilizou uma força tarefa de 300 policiais para proteger a segurança do Menudo, quase com as mesmas precauções adotadas na visita do Papa João Paulo II a esta cidade em 1980.
Em outubro de 1988 em São Antônio, no Texas mais de 2.000 fãs invadiram um local em um centro comercial onde acontecia uma seção de autógrafos. As eufóricas jovenzinhas invadiram as faixas de segurança e avançaram nos integrantes, que conseguiram escapar com as roupas rasgadas. Foram requisitados reforços na segurança para controlar a situação. A CNN, Entertainment Tonight e os principais canais e jornais nacionais fizeram matérias sobre este incidente que chamaram de “Beatlemania Hispânica” (“Spanish Beatlemania”), comparando com o efeito devastador que causava o histórico grupo “The Beatles” nos ano 60. Vale a pena relembrar a importância desta comparação, pois este grupo inglês possui um grande número de records

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

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até na casa deles em Nova York, nas 3 da madrugada, se conseguisse um meio de investigar para conseguir o telefone do hotel onde o grupo estava hospedando-se. Sem duvidas, o integrante iria se lembrar de você pelo resto da vida dele e com certeza a sua mãe ia querer te matar quando chegasse a conta do telefone. Esta era só uma das demonstrações de carinho que recebiam os integrantes do grupo.
Essas fã “seguidoras” conheciam tanto o grupo que sabiam os nomes e apelidos de cada um dos membros da equipe que cuidava do grupo. Começando por Edgardo Díaz , Jose Luis Vega “Joselo” o famoso coreógrafo e até o porteiro dos escritórios eram santificados como famosos aos olhos das fãs fiéis do Menudo.
O Menudo teve mais de cinquenta tipos e estilos de produtos a venda para satisfazer a constante cede dessas jovens que desejavam possuir tudo onde que estivesse impresso a foto e nome dos seus ídolos. Esta foi sem dúvida alguma a maior variedade de produtos (“merchandising”) fabricados para um artista hispânico e possivelmente a maior de todo mundo.
A menuditis não tinha nenhum limite. Era uma febre de dimensões totalmente desproporcionais. Não importa qual o país estava sendo contagiado; os sintomas eram sempre os mesmos.
Centenas de reportagens mostram cenas impactantes da época de glória, em que milhares de fãs enchiam as ruas, bloqueando o trânsito em frente ao hotel onde se hospedava o grupo. Uma das imagens mais recordadas foi quando em junho de 1983 na véspera dos seus shows no Madison Square Garden de Nova York, mais de “10.000 meninas histéricas” se aglomeraram na avenida onde se localiza o Middletown Doral Inn que era o lugar onde se hospedava o grupo, segundo os informes da polícia publicado pelo Daily News. Esse mesmo êxito foi descrito pelos jornalistas Chris Oliver e Charles

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

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todos os cidadãos. Para fazer cumprir esta regra, a jovem treinou algumas de suas sócias com aulas de artes marciais. Dizem que foram muitos os que apanharam das “apaixonadíssimas voadoras” ao desacatar essa tão fundamental diretriz. Por causa destas prisões o Fã Clube acabou.
Como se tivesse saído da mente do mais talentoso escritor, este estrondoso sucesso é tão único que essa foi uma pequena amostra dos sintomas provocados pela “menuditis”. Em cada lugar onde se apresentava o quinteto, era armada uma histeria coletiva. Aplausos, gritos, choros, desmaios, loucuras são alguns dos sintomas que apresentam as fãs possuídas por essa estranha doença. Suas seguidoras lhes acompanhavam por todas as partes. Não perdiam um só episódio que o grupo protagonizasse. Se tivessem três shows no mesmo dia, pra lá iam. Compravam ingressos pros três. Pertenciam a todos os “Fã-Clubes” que pudessem e tinham tantos “posters” em seus quartos que não era necessário pintar as paredes. Adquiriam sem se importar como, todo objeto que tivesse a sua logo ou nome. Memorizavam cada uma das letras das suas canções e imitavam com perfeição suas coreografias.
Como bem descreveu a jornalista Gisel Laracuente na reportagem “20 anos do Menudo”, reportada para a revista porto riquenha GTVE: “Ser Menudete era andar com sua camiseta e seus tênis, ter suas fotos na carteira e encapar seus livros com seus retratos. Era escrever cartas para eles, organizar fã clubes (para fazer obras de caridade), encher de cartazes nossos quartos e assistir a todos os seus shows, sem se importar quão longe estes fossem. Além disso, era saber suas datas de nascimento, descobrir seus paradeiros e números de telefones, e claro, falar deles 24 horas por dia...”
Ser fã te permitia cometer qualquer loucura. Você poderia ligar pro quarto do seu integrante favorito no México

terça-feira, 14 de novembro de 2017

4 - A MENUDITIS




Menuditis: Uma estranha, contagiosa e incurável doença que produz sintomas de auto-descontrole, euforia e histeria coletiva. Foi detectada pela primeira vez em 1980.
“Prenderam a presidente do fã clube do Menudo”. Paro o assombro de muitos assim estava escrito na manchete principal de um dos principais jornais de Medellín, Colombia. Marta Luz Coronel de 17 anos, fundadora do peculiar Fã Clube “A voar com as apaixonadíssimas do Menudo” e perita em artes marciais, foi presa por ter causado uma violenta pancadaria (o que esta definiu como uma “aula”) em um individuo que segundo a própria Marta, tinha quebrado a principal regra imposta por ela em Medellín, que proibia falar mentiras ou falar mal Menudo naquela cidade. Junto com a Presidente do Fã Clube, outras duas fãs também foram presas pelas autoridades. Esta regra, foi estabelecida e inúmeras outras, pelo também chamado “Mini-Cartél de Medellín”, aplicava a

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Foram muitas as horas, os dias e as noites, semanas e meses que dedicamos a este trabalho e a difícil responsabilidade de manter a objetividade ao momento de analisar uma história tão complexa e repleta de fortes emoções. Também foram muitas as noites em que enquanto escrevia, escutava uma e outra vez, aqueles discos do Menudo que recriavam na minha mente toda a fantasia e a emoção que uma vez senti. Desembrulhei cada recordação do Charlie, Ricky, Miguel, Johnny, René... e voltei a vestir aquelas camisetas do quinteto que com tanto orgulho cheguei a exibir. Porém, acima de tudo, sempre tentei me manter focada no meu outro objetivo para não me deixar influenciar por nenhuma das partes envolvidas nesta história, nem mergulhar fundo na embriagante magia do Menudo.
Neste relato faremos uma viagem pela vida do Menudo e nos deteremos nos seus momentos mais importantes. Percorreremos desde o seu nascimento até a sua consagração total e veremos como se apagou a luz da nossa maior estrela. Mas ao contrário de outros casos pela primeira vez seremos testemunhas de uma verdadeira ressurreição, um milagre que fez justiça para uns e cobrou as maldades de outros, provocado pelo “O Reencontro”.
O produto final, com seus méritos e deficiências, é o resultado de um esforço genuíno de contribuir para um maior entendimento sobre um conceito revolucionário e de um grupo de talentosas pessoas que estremeceram para sempre o mundo da música e do espetáculo e que é justo reconhecer e divulgar.
Tanto o Menudo, como aqueles que em algum momento fizeram parte dele e o público que o seguiu, são eles os verdadeiros protagonistas deste “reencontro com a verdade”.