todos os cidadãos. Para
fazer cumprir esta regra, a jovem treinou algumas de suas sócias com aulas de
artes marciais. Dizem que foram muitos os que apanharam das “apaixonadíssimas
voadoras” ao desacatar essa tão fundamental diretriz. Por causa destas prisões
o Fã Clube acabou.
Como se tivesse saído da
mente do mais talentoso escritor, este estrondoso sucesso é tão único que essa
foi uma pequena amostra dos sintomas provocados pela “menuditis”. Em cada lugar
onde se apresentava o quinteto, era armada uma histeria coletiva. Aplausos,
gritos, choros, desmaios, loucuras são alguns dos sintomas que apresentam as
fãs possuídas por essa estranha doença. Suas seguidoras lhes acompanhavam por
todas as partes. Não perdiam um só episódio que o grupo protagonizasse. Se tivessem
três shows no mesmo dia, pra lá iam. Compravam ingressos pros três. Pertenciam
a todos os “Fã-Clubes” que pudessem e tinham tantos “posters” em seus quartos
que não era necessário pintar as paredes. Adquiriam sem se importar como, todo
objeto que tivesse a sua logo ou nome. Memorizavam cada uma das letras das suas
canções e imitavam com perfeição suas coreografias.
Como bem descreveu a
jornalista Gisel Laracuente na reportagem “20 anos do Menudo”, reportada para a
revista porto riquenha GTVE: “Ser Menudete
era andar com sua camiseta e seus tênis, ter suas fotos na carteira e encapar
seus livros com seus retratos. Era escrever cartas para eles, organizar fã
clubes (para fazer obras de caridade), encher de cartazes nossos quartos e
assistir a todos os seus shows, sem se importar quão longe estes fossem. Além
disso, era saber suas datas de nascimento, descobrir seus paradeiros e números de
telefones, e claro, falar deles 24 horas por dia...”
Ser fã te permitia
cometer qualquer loucura. Você poderia ligar pro quarto do seu integrante
favorito no México
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