segunda-feira, 11 de junho de 2018

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completo e mesmo assim gostar que te “comam”. Coisas bem indecentes e sujas... Que no momento, pois... Pegam-te de surpresa e você não sabe nem o que dizer, nem o que fazer. Ou seja, outra das tramoias era te fazer imaginar como você se sentiria se estivesse sendo pego por trás... No inverso. Pois, todo mundo sabe que seria como se estivesse tendo um ato homossexual com um homem. De homem a homem, ser pego por trás era tentar fazer tudo ao inverso... São coisas que naquele momento me chocavam. Eu rapidamente ouvia esses comentários, me enojava e saia andando.

Carmen: (interrompe)

-Quem te dizia essas coisas? Quem? Uma pessoa ou várias pessoas?

Raymond:

-Edgardo Díaz, Jimenez... Pessoas que trabalhavam com o grupo. Eu quero declarar uma coisa importante neste momento... é que José Luis Vega, o coreografo do Menudo, graças a Deus, nunca deu em cima, que eu tenha conhecimento de nenhum dos integrantes. (Joselo) foi uma das pessoas que nos respeitou. Sempre foi uma pessoa ajuizada. Eu me sinto bem orgulhoso dele, porque eu sei que ele também foi uma vítima.

*Nota para os brasileiros gostaria de acrescentar que esta fala de Raymond isentando o senhor Joselo Vega, não é unânime, pois Roy Rosseló já falou que Joselo participava deste esquema o aliciando e o pressionando dizendo que se ele (Roy) se recusasse a ter relações com Edgardo, ele estaria fora do Menudo.
Carmen (dirigindo-se a Ralphy):

-Falaram isto pra você também?

Ralphy:

-Nunca me disseram diretamente, mas falavam quando estávamos em grupo... Ás vezes eles diziam na frente de dois ou três garotos, e outras vezes na frente de todos.

Carmen:

-Algum deles disse se queria provar?

domingo, 10 de junho de 2018

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Carmen:

-Seduzido?

Raymond:

-Está sendo seduzido, mas ao mesmo tempo, ele estava deixando que isso acontecesse, porque não estão fazendo nenhum ato de violência contra ele.

Carmen:

-Eu te ouvi falando reservadamente com o Ralphy, de que alguém tentava te tocar pela frente, no pênis, então você era mais agressivo e você falou mal...

Ramond interrompe e acrescenta:

-Eu era o mais agressivo e sempre dava patadas, mas sim tentaram me tocar, coisas rápidas. Coisas que aconteciam no momento e tentavam me tocar, e... ou seja, era rápido, mas aconteciam, muitas vezes.

Carmen:

-Como eles descreviam as relações homossexuais para vocês? O que eles diziam? O que isso era?

Ralphy:

-Eles diziam que era algo normal.

Raymond interrompeu para acrescentar sobre este assunto:

-Como eu te disse antes, eles diziam: Como você pode saber se nunca sentiu atração... Como vai saber se não gosta de homens, se nunca teve uma relação sexual com um homem. Ou seja, era outra coisa que eles te inculcavam... Você pode ser um macho

sábado, 9 de junho de 2018

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Raymond:

-Eles tinham... os dois integrantes eram recém chegados no grupo. Basicamente, menores de 15 anos. Não poderia dizer exatamente... 13... Porque a nossa idade mudava de acordo com a vontade dos empresários. Sabe que? Nenhum de nós sabia das idades. Inclusive, eu perdi a conta da minha idade.rsrs... Ou seja, não saberia dizer que idade os meninos tinham: 15 ou 14, mas eram menores, eles eram bem jovens. Eu estava no outro quarto e ele (Edgardo) tentou... Primeiro tocar os... genitais de um, e o garoto saiu chorando do quarto. Quando esse garoto sai chorando do quarto, foi ao nosso quarto, o que eu estava ficando com o Sr Edwin Fonseca que era o fotógrafo daquele momento. Eu estava dormindo, mais ouvi o barulho... E ele tentou... quando esse integrante saiu do quarto, tentou com o outro, e esse outro também saiu. Quando os integrantes mais velhos do grupo foram ver o que aconteceu no quarto, ele estava chorando. Edgardo Díaz estava chorando pelo que tinha acontecido... que tinha sido um mal entendido, e blá, blá,blá... Toda esta confusão aconteceu na Itália.

Carmen:

-Porque tanto medo de falar sobre o tema do abuso sexual?

Raymond:

-Bem é que, psicologicamente... é bem difícil para uma pessoa que foi abusada  ou tenha sido levada a isso, porque isto acontece sem violação, sem o uso da violência. Não é uma violação propriamente dita. Ou seja, ... O menino que está recebendo isto está supostamente, para ele, cooperando. Ou seja, esta fazendo...

sexta-feira, 8 de junho de 2018

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que ingressavam no grupo eles eram avisados que não poderiam ir contra as regras do Menudo e de seus empresários. Tudo o que vissem não poderia sair de dentro do grupo. Edgardo era “o dono” da sua carreira. Na “loma” (casa do Edgardo em Caguas), se você se comportasse bem (da jeito que os empresários do grupo queriam) você nunca iria “mudar de voz” (referindo-se a expulsão do grupo). Se em algum momento falassem mal do grupo ou de algum segredo dos bastidores, a sanção era clara, te fechariam as portas como cantor solo e sua fama não seria igual a que tinha como integrante do Menudo. Sobre este ponto, Angelo García revelou que era chamado de o “X9” do Menudo, por contar tudo o que acontecia no grupo para sua mãe.
Raymond continuou sua fala e relatou um incidente peculiar que aconteceu durante a sua estadia no grupo.
Carmen:

-Mas o que foi que aconteceu?

Raymond:

-Bom... Eles estavam na cama... E... Estavam se masturbando, os dois integrantes estavam se masturbando, e ele (Edgardo) lhes disse que ele poderia fazer cócegas nas costas deles, pois assim eles iriam sentir um orgasmo maior,... Eles o escutaram, mas... Os meninos não o levaram a sério...

Carmen:

Que idade eles tinham?

quinta-feira, 7 de junho de 2018

110 - Novas acusações e mais acusadores


Enquanto o processo judicial seguia em curso com os perigos antes descritos, o escândalo continuava invadindo os programas de televisão mais importantes não só de Porto Rico, mas de outros programas de ampla difusão nos mercados Latinos.
Em Porto Rico a jornalista Carmen Jovet realizou um terceiro programa sobre o “Caso Menudo”. Este teria todos os elementos de um filme de terror e suspense. No mês de julho o programa da famosa jornalista se tornou mais “controversial” do que nunca. O mais dramático e significativo estava ainda para acontecer. Desde o tema Rompendo o silêncio os ex-menudos falam já podia se previr como seu conteúdo seria impactante. Como resumo a jornalista expôs todos os pontos que já tinham sido discutidos e os fatos acontecidos até aquele momento. Durante o transcorrer do programa estiveram presentes os ex-menudos Raymond Acevedo, Ralphy Rodríguez, Angelo García, Rubén Gómez, alguns destes acompanhados de seus pais. Nesta transmissão também participou um jovem chamado Joe Carrión que alegou ter sido candidato a integrar o grupo e que efetuou importantes revelações sobre os segredos do conjunto. Diferente de outros programas que falaram desta polêmica os participantes não estavam presentes no mesmo estúdio, mas as entrevistas foram feitas de forma individual e em diferentes cenários.
Os primeiros a dirigirem-se as câmeras foram Raymond Acevedo e Ralphy Rodríguez. No momento deste programa Raymond que tinha começado no grupo com 13 anos estava com 19 e Ralphy com 18. Como resposta as perguntas de Jovet, Raymond manifestou que logo

quarta-feira, 6 de junho de 2018

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também na mente do público que continuou seguindo de perto estes fatos. Segundo a sentença do tribunal Bolivar Arellanos tinha difamado três pessoas com suas acusações. Porém, só dois dos implicados na difamação: Jiménez e López o processaram. Se a verdade é o antônimo de difamação, então: porque o terceiro e certamente o mais prejudicado dos envoltos nas manifestações públicas de Arellanos, neste caso Edgardo Díaz não reclamou na mesma reivindicação perante a justiça do país? Uma possível resposta a esta interrogação podemos encontrar na adoção de uma sábia estratégia por parte do próprio Díaz. Se Edgardo tivesse apresentado pessoalmente uma queixa nesta querela diante das autoridades, ele teria aberto um espaço para que o acusado da difamação Bolivar Arellanos invocasse seu direito constitucional de confrontar cara a cara o seu acusador e requerer assim, a presença do primeiro em uma corte aberta e pública. Uma vez na cadeira de testemunhas Edgardo seria obrigado a dizer a verdade e não teria nenhum controle sobre as perguntas que seriam lançadas contra ele. Isto poderia ter como efeito a inversão de papeis na corte e poderia transformar Edgardo em acusado e Arellanos em seu acusador. Por outro lado, também poderíamos presumir que por ser Edgardo Díaz uma figura pública diferente dos outros empresários do grupo, perante um tribunal se dificultaria ainda mais estabelecer a responsabilidade do alegado difamador.
A serem unicamente López e Jiménez os que processaram na causa de difamação, se conseguiu proteger Edgardo evitando uma exposição desnecessária. Deste modo, se utilizou habilmente o processo judicial para demolir diante da opinião pública a credibilidade das acusações contra a empresa dona do Menudo, o que enviaria uma mensagem de que Edgardo e sua empresa tinham sido vitimas de uma vil mentira.