domingo, 16 de setembro de 2018

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Desfrutaram das canções do começo do grupo e das lembranças que as mesmas lhes traziam. Durante a transmissão, dezenas de fãs se aglomeraram nos estúdios da rádio Sistema 102, em solidariedade com seus antigos ídolos, que quando menos esperavam fariam seu regresso. Um sentimento de nostalgia se despertou nos milhões de fãs que viveram a época gloriosa do Menudo e com este, o desejo de reviver aquelas emoções mais uma vez.
Os ex-integrantes experimentaram também algo não menos dramático. Seus leais seguidores ligaram para a rádio para contar histórias do passado, indagar sobre suas vidas nos últimos anos e expressar-lhes seu apoio. Ainda que não pareça real, enfim estavam lá, diante do público que pensavam que tinham perdido, escutando suas demonstrações de afeto, assinando autógrafos e compartilhando com seus seguidores todos esses seus momentos de máximo esplendor. Sentir o calor, o entusiasmo de um público que insistia em não se render diante da vida e que com emoção lhes desejava saber como importantes tinham sido suas vidas, foi certamente um experiência muito especial. Os ex-menudos começaram a viver novamente. O brilho e a intensidade que pareciam terem sido perdidos reapareceram instantaneamente. No final, esta ocasião foi uma noite mágica para todos. Se algo ficou claro depois do acontecido, foi que a oportunidade estava lá e só teria que ser aproveitada.
Os elementos básicos para tornar realidade um reencontro estavam presentes: um público ansioso, alguns ex-integrantes ávidos por reviver seus antigos louros e alguns meios de comunicação receptivos a essa ideia. Só faltava então o elemento empresarial, técnico e uma mente criativa que daria cabo ao projeto. Isto não seria uma gestão fácil. Até porque já tinham se passado vinte anos. As crianças que foram seus seguidores tinham se convertido em adultos com gostos muito mais sofisticados e que sabe até diferentes. Os

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

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adultos agora com critério e própria razão. Já não se tratava de jovens inexperientes, mas sim de profissionais conhecedores da mecânica do complexo mundo da fama e inclusive das leis que o regulam. Os ex-integrantes já eram homens pra quem a experiência adquirida e sua participação no Menudo, assim como as dificuldades e os contratempos que tiveram depois de sair do grupo tinham ficado e marcado.  O mestre subestimou os seus discípulos. Estes jovens como bons estudantes que foram aprenderam a lição muito bem.
Para os ex-menudos depois de tantos anos de espera e de um retiro não desejado, se apresentava o momento esperado por tanto tempo: a oportunidade de voltar a brilhar como astros diante do público que tantas vezes os idolatrou. Se a ideia era celebrar os vinte anos do Menudo, quem melhor do que os próprios ex-integrantes para transformar isso em realidade. Mas diferente de suas participações passadas, nesta ocasião eles não se limitariam a desempenhar o papel que outro lhe encomendasse, mas sim o que eles mesmos produziriam num evento, do qual seriam protagonistas.
Enquanto as ideias do reencontro eram planejadas, vários meios de comunicação que estavam cientes do histórico aniversário começaram a realizar uma série programas especiais para comemorar esta data. Isto criou um ambiente de nostalgia que por sua vez ajudaria a produzir uma efervescência que seria peça chave dos sucessos que aconteceriam a seguir.
A emissora de rádio Sistema 102 de porto Rico especializada em difundir musica pop-balada, realizou em musical especial em comemoração ao vigésimo aniversário do Menudo. Ray, Johnny, Ricky e René foram convidados para esta homenagem na rádio. Para os fãs do Menudo que sintonizaram a rádio o programa os trouxe de volta para passado, para os anos da sua primeira juventude.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

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já que a organização empresarial que organizava o Menudo estava totalmente endividada e era assediada por seus credores. Ao continuar o mesmo conceito de um conjunto musical juvenil, com outro nome e com uma empresa diferente, os lucros gerados ficariam fora do alcance dos antigos credores. Edgardo por sua parte assegurou que a mudança simplesmente respondia ao fato de que ele tinha transferido a outra empresa os direitos sobre o Menudo e que existia uma cláusula do contrato que lhe impedia de criar um grupo similar ao Menudo pelo período de dez anos venceria em 1997.
Ainda que Edgardo empreendesse nesta nova aventura musical, sua aguçada mente comercial          não estava “por fora” do fato de que dentro de pouco tempo completariam 20 anos da criação do Menudo. Como um bom homem de negócios ele sabia melhor que ninguém que esta data representava uma estupenda oportunidade comercial. Isto em nada contradiz a realidade de que para Edgardo os vinte anos do Menudo tinham um significado muito especial. Até porque antes de tudo, ele foi o seu gênio criador que o desenvolveu e o transformou em um conceito e quem melhor que ninguém viveu os seus triunfos e as suas dificuldades. Nesse sentido o que aconteceria posteriormente o afetou de forma muito particular.
No mundo da fama se conta que numa das apresentações do MDO na América do Sul, Edgardo convidou quatro dos ex-integrantes do Menudo para iniciar as negociações com ganas de realizar um evento artístico em celebração ao vigésimo aniversário do grupo. Edgardo aparentemente ofereceu uma compensação ou um salário a cada um dos ex-integrantes que participariam do espetáculo que ele planejava produzir.
Ao agir assim Edgardo se esqueceu de um pequeno detalhe. Aqueles meninos que ele uma vez tinha dirigido e tutelado, já tinham se tornado

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

175 - A verdadeira história do reencontro


O Menudo se desintegrou como conceito em 1991. Ainda que posteriormente a esta data, Edgardo Diaz tentou continuar trabalhando com o nome Menudo com jovens que não eram de Porto Rico, os resultados foram demais desanimadores. A magia que caracterizava o grupo tinha desaparecido, para não voltar nunca mais. Ainda sim, Edgardo aproveitou o máximo das glórias passadas e a passos largos chegaram até 1997. Nesse ano por motivos “não claros” reorganizou seus esforços e anunciou o surgimento de um novo grupo musical chamado MDO.
Algumas pessoas afirmam que esta mudança de nome obedecia a motivos de pura conveniência legal e comercial,

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e até da loucura, seus colegas de grupo e aliados nessa solidão desesperante que caracterizava seus dias como ex-menudos.
Afortunadamente muitos destes últimos se encontram em estado de franca recuperação. A medicina que criou este milagre se chama: público. Ao escutar o barulho de um aplauso e o calor das fãs que pensaram terem perdido, sem duvida alguma revitalizou os que de algum modo sucumbiram e tanto estes como os demais, lhes brindaria uma ilusão, uma oportunidade, uma nova esperança por que lutar e dar sentido a suas vidas.
Ainda que segundo Gardel, “vinte anos não é nada” para Charlie, Ricky, Miguel, Johnny, René, Ray e cada um dos ex-menudos, vinte anos é toda uma vida. Uma vida esperando pelo retorno daquele grande momento.
Na sexta-feira, 30 de janeiro de 1998 o Coliseo Roberto Clemente de Porto Rico serviu de palco para o evento que se imortalizou como um dos maiores sucessos da história musical de nosso país: O REENCONTRO.

sábado, 1 de setembro de 2018

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já não esperava por eles e que talvez nunca mais pisariam de novo em um palco. E tentaram de tudo para poder regressar ao mundo viciante do qual tinham saído, mas, a sorte não foi companheira para a maioria deles.
Enquanto o tempo passava, o Menudo continuava o seu caminho ascendente. Depois de cada partida, de cada retiro, a administração do Menudo mantinha seu curso normal. Como se diz no negócio da fama: “the show must go on”, ou seja, o show tem que continuar. Assim um jovem se retirava e outro imediatamente se incorporava ao grupo. O grupo continuava colecionando êxitos com os novos integrantes e com tal facilidade que fariam esquecer aqueles outros que tinham abandonado o grupo recentemente.
A frustração se fez presente nas vidas destes jovens. Nem todos enfrentaram essa fase de forma similar, nem com tal efetividade. Alguns aproveitaram a experiência e o reconhecimento ganho com o grupo para lançar-se de novo no mundo da fama. Destes somente um conseguiu brilhar com luz própria e conseguiu desenvolver-se como um artista de dimensão e calibre internacional. Seu nome: Ricky Martin. Um segundo muito singular e de grande talento começou a ser escutado pelos jovens ele se chama: Robi Rosa, para quem a vida adquiriu um novo e revolucionário giro.
Outros menos afortunados alcançaram certa aceitação criando grupos ou conceitos junto a alguns ex-companheiros. Teve quem sem opção, decidiu enfrentar novos caminhos em outros gêneros musicais de menor “glamour” ou simplesmente permaneceram no anonimato, trabalhando por trás dos palcos. O pior dos casos foi o daqueles que se desiludiram com a vida, não encontraram o que fazer com ela e deprimidos correram o risco de perdê-la. Em sua ânsia por substituir de algum modo tudo aquilo que sentiam que tinham perdido: fizeram das drogas, do álcool