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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

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Descobrimos o mundo do espetáculo com todas as suas emoções e aventuras. Desgraçadamente tudo resultou em grandes desilusões e decepções jamais esperadas. Vivemos momentos de incertezas sobre a segurança pessoal e moral de nosso filho, até chegarmos ao desespero. Terminamos lutando contra aquilo que tanto chegamos a amar e que, porém, apesar de tudo, amamos profundamente, ¡MENUDO! No momento de meu filho abandonar o Menudo (1988), fizemos umas advertências, tanto a imprensa como aos outros pais dos integrantes do grupo, sobre o aspecto moral e administrativo observado, das pessoas que cuidavam do grupo, especialmente de suas amizades e colaboradores. Mas a lenda despida do mal, particularmente pela imprensa, que sempre conseguiu fazer pouco caso das advertências e dos comentários dos ex-integrantes. Os eventos ocorridos no aeroporto de Miami na sexta-feira 23 de novembro de 1990 onde dois Menudos foram surpreendidos com drogas mostrou um quadro claro da realidade por trás de todas essas advertências. Depois em abril de 1991, a renúncia em massa de 4 dos cinco integrantes com denúncias de abusos físicos e sexuais. Pouco tempo depois O senhor Bolívar Arellano, repórter e fotógrafo, da cidade de Nova York e que mais a frente conheceram, fez sérias acusações contra Edgardo Días, Antonio Jiménez, e o Licenciado Orlando López de terem tido relações sexuais e abusado de mais de nove meninos do Menudo. Os jornais diários locais de Porto Rico mantiveram relativo silêncio, mas internacionalmente tudo virou um escândalo de imensas proporções. Só a intervenção da distinta investigadora jornalística Carmen Jovet que começa uma série de programas investigativos que informam a verdade. Carmen começa uma avalanche que gera outros programas televisivos em diversos canais sobre o tema, mas que os diferencia da Senhora Jovet é que buscavam só uns pontos de audiência e não a verdade. A repórter Miriam Solainne da então existente revista “TV y Novela” de Porto Rico lançou una serie de artigos relacionados com a verdade do Menudo, ainda que claramente a revista demonstrasse uma parcialidade favorável a Edgardo Díaz, diretor e dono do Menudo. Muitos anos depois Edgardo perde o nome e os direitos do Menudo, foi a consequência de uma briga judicial dando lugar a um novo grupo chamado MDO.
Neste livro descrevo nossas experiências como família e como indivíduos dentro da lenda Menudo. Seu cenário é o mundo, seus personagens são reais e sua história é verídica. Nele, eu falo, sobre tudo de bom que nós encontramos nessa aventura. Aconteceram muitíssimas experiências maravilhosas, especialmente aquelas vividas com os cinco meninos integrantes do grupo e seus pais. As emoções dos shows, das viagens e pessoas que conhecemos nesse caminho. Descrevo ainda como eu, um adulto naquele momento de 45 anos de idade, me embriaguei com a magia deste incrível quinteto.
 Desgraçadamente me toca também falar das atuações maliciosas, injustas e imorais dentro da organização detentora do grupo seus colaboradores e especialmente suas amizades. Falo sem reservas e especialmente sem medo, pois a verdade não se teme. Só temem a verdade aqueles que não querem que esta seja conhecida. Falo sobre o grande escudo criado pela lenda Menudo para que assim algumas pessoas se aproveitassem e se sentissem livres para cometer seus crimes imorais, já que Menudo era uma lenda despida de todo mal e seu nome por si só produzia esse grande escudo.

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