Outros, pelo contrário, responsabilizam
a criação e desenvolvimento aos alegados dotes geniais de Eduardo Díaz
Meléndez, jovem empresário porto-riquenho que começou o grupo. Existe um terceiro
grupo de pessoas que pensam que não foi a genialidade de Edgardo Díaz, mas sim a
de seus colaboradores que se moveram e conseguiram colocar o grupo em diversos
atos artísticos que lhe deram seu começo. Edgardo Díaz sempre expressou que Menudo
é e será uma manifestação de sua pessoa. "Eu
Sou o Menudo" é o que ele dizia, especialmente quando mandava embora
um integrante, pois ele classifica a eles só como figuras de enfeite dentro do
grupo e não como componentes importantes do seu êxito. Na realidade, para mim,
não existe uma verdadeira e satisfatória explicação, são múltiplos os eventos
que levaram a criação desta lenda. Vejamos, um pouco do caminho histórico desta
lenda que Porto Rico viu nascer e que considerou como seus filhos preferidos, o
MENUDO. Logo depois de um relativo êxito com o grupo "La Pandilla" com integrantes procedentes da Espanha, o
jovem Edgardo Díaz Meléndez se viu envolto em vários problemas com os pais e sócios
do grupo. Tiveram muitos rumores sobre quais foram estes problemas, porém jamais
se soube ao certo, porque subitamente Edgardo abandonou o grupo La Pandilla,
deixando este nas mãos de Alfredo D. Herger, um jovem produtor, e hoje
Psicólogo, que cuidou do grupo por um curto tempo. Logo este se desfaz por
completo. Passado um curto tempo e baseando-se nas experiências adquiridas com a
Pandilla, Edgardo decide formar um novo grupo de jovenzinhos. Em varias ocasiões
Edgardo me contou que naqueles tempos ele percebeu que em Porto Rico e na América
Latina existia um espaço artístico ou como diríamos na psicologia das crianças,
uma lacuna entre as canções de crianças e as canções de adultos. A Pandilla lhe
havia provado a existência deste espaço e o alto potencial comercial que este
prometia. A ideia do novo grupo deixou de ser só uma ideia e começava a se transformar
numa obsessão. Tenho que admitir que Edgardo é uma pessoa que planeja muito
cuidadosamente os eventos na sua vida e com grande paciência vai fabricando e
moldando as coisas para que estes eventos sejam do jeito e como ele pensou no
momento que decidiu que eles sejam úteis. Entre 1970 e 1975 Edgardo estudou produção
e direção de cinema na Espanha na Universidade Complutense de Madrid. Eram
muitas as inquietações deste jovem que até virou locutor de rádio durante sua
estadia na Espanha. Este trabalho de locutor lhe traz por consequência a
direção do grupo, La Pandilla.
Em 1977 se comemoraram as bodas
de ouro de seus avós foi onde ele ouviu seus primos cantarem, os irmãos
Meléndez, Carlos, Oscar e o pequeno e gracioso Ricardo. No fim da festa Edgardo
abordou seus primos e lhes manifestou a ideia da criação de um grupo. Todos que
conhecem Edgardo sabem que este tem um poder persuasivo de incríveis proporções.
Ele disse que ele pode vender neve para um esquimó. Este poder de persuasão se
manifesta claramente com a imprensa internacional, pois apesar de todos os
problemas que Edgardo teve em diversos momentos com integrantes do grupo sempre
conseguiu persuadir a imprensa de que a sua versão é a verdadeira explicação
para o assunto em questão. Conseguiu o que muitos políticos dariam qualquer coisa
para ter, a total credibilidade da imprensa internacional.
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