¡Papai, Quero Ser Um Menudo!
Prólogo
Durante a década de 70, nosso mundo musical se
encontrava influenciado primeiramente pela pós guerra do Vietnã e o consequente
movimento boêmio gerado na raiz da grande oposição que esta guerra gerava. A
música Latino- americana ainda não
sofria da influência Norte Americana em seus conceitos e ritmos de Rock como
acontece agora e ainda conservava as idiossincrasias das diversas culturas em nossa parte do mundo. Nossa juventude curtia
de uma variedade de ritmos que provinham do mesmo gênero musical que nós seus
pais vivemos na nossa juventude. Existia uma brecha imensa entre a música
juvenil e a dos adultos o que forçava os jovens entre as idades de 10 a 16 anos
a escutar e adotar a música escrita e desenhada para a audiência adulta.
No final dos
anos 70 surgiu um fenômeno musical que em pouco tempo invadiu a América Latina
e o mundo inteiro com um ritmo e frescura que,
todavia desafiava toda lógica no mundo do espetáculo. Este movimento,
que precisamente penetra essa brecha de gênero musical juvenil, se aproveita do
incrível potencial econômico que este representa. Este conceito genial criado
pelo jovem empresário Porto- riquenho Edgardo Díaz Meléndez veio a ser
conhecido mundialmente como simplesmente ¡MENUDO!
Menudo se
converteu em uma verdadeira lenda de proporções gigantescas que conquistou os
corações de milhões de pessoas, ultrapassando todas as estatísticas
estabelecidas naquele momento no mundo do espetáculo. Sua formula única de
substituir seus integrantes assim que
completassem de 15 a 16 anos de idade e/ou se surgissem mudanças físicas que
alterassem a imagem juvenil do grupo, manteve a este lendário grupo no primeiro
lugar por duas décadas.
Poucas
pessoas conseguiram penetrar na vida privada do Menudo como grupo e no aspecto
pessoal de seus integrantes. Muitos rumores e especulações surgiram sobre eles porém
nenhuma jamais conseguiu realmente falar com conhecimento íntimo e privado da
vida dentro do grupo. Todos viam o Menudo por seu esplendor, talento e
dinamismo juvenil, porém poucos podem falar da vida íntima de seus integrantes
e da organização que manejava o grupo, Padosa América. Como tudo na vida,
existem situações de alegria, sofrimento, angústia, e decepções e o Menudo não
era uma exceção desta lei natural da barreira impenetrável da privacidade era
tal que qualquer incidente ou situação séria dentro do grupo jamais aparecia
para o público a aqueles que se juntavam a imprensa, manifestadas por seus
Ex-integrantes, ninguém acreditava.
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