terça-feira, 29 de novembro de 2016

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Quando o Menudo chegou à Nova York pela primeira vez, foi ao aeroporto para cobrir o evento um fotógrafo independente (Freelancer) colombiano residente em Nova York, Bolívar Arellano. Bolívar, sendo uma pessoa astuta e muito bom comerciante viu imediatamente que este grupo tinha algo muito especial e que projetava um potencial comercial incrível. Rapidamente provou este mercado vendendo as fotos que tirou no aeroporto. Estas foram vendidas rapidamente. Bolívar tomou medidas para adquirir a licença de exclusividade para vender os produtos do Menudo na cidade de Nova York, mas o preço foi alto demais para o seu orçamento. Além disso, se deu conta que a Padosa queria o mercado todo para eles. Quando o Menudo faz seu grandioso show no México, Bolívar descobre que a mesma mercadoria que a Padosa vendia se conseguia no México, mais barata e sem restrições.
Fez um investimento e ao regressar à Nova York aluga um local na Terceira Avenida e  instala lá a sua lojinha chamada "MENUDITIS". Rapidamente sua loja se transforma no quartel general das fãs do Menudo, não só de Nova York, mas dos estados vizinhos deste. Bolívar se transformou no melhor e mais efetivo agente de promoção do Menudo nos Estados Unidos. Organizava junto com sua esposa e filhos excursões de centenas de garotas para os shows do Menudo em Porto Rico e outros países. Seguia o Menudo em qualquer parte do Mundo, que o grupo estivesse, com seu pescoço cheio de câmeras.
A condição humana de ser avarento especialmente em questões de dinheiro apaga as mentes e cega a razão. A Padosa viu em Bolívar, não um embaixador do Menudo e um agente de relações públicas gratuito, mas sim um intruso e um competidor desleal. Tinham que destruir este inimigo do Menudo que só lhe trazia uma incrível promoção que resultou na adição de milhares de fãs que esvaziavam seus bolsinhos por uma oportunidade de ver o Menudo. Todas compravam discos. Cálculo que por resultado direto deste personagem foram vendidos milhões de cópias dos discos do grupo e colocado milhões nos bolsinhos da família Díaz. Para a segunda visita do Menudo à Radio City Music Hall que ia celebrar no fim de semana do Dia do Trabalhador, Padosa registra uma queixa na Suprema Corte da cidade de Nova York e solicita uma ordem de fechamentos de operações da Menuditis para evitar assim que Bolívar pudesse vender sua mercadoria durante estes 10 shows. O advogado de Bolívar que por casualidade, e na mesma vez de costume, lê os casos que seriam julgados no dia, viu o aviso de que as três da tarde se levaria a cabo o audiência, chamou Bolívar e o advertiu sobre o caso. Na audiência Bolívar pode expor seu caso. Padosa alegava que a sua mercadoria era ilegal e pirateada e que por isso não poderiam vender esta por causa dos direitos de cópia (Copy Rights). O advogado da Padosa interroga e pergunta onde ele adquiriu aquela mercadoria. Bolívar responde que foi no México e que esta tinha o selo da Padosa. Apresentou também os recibos de compra e pagamentos de impostos da alfândega Estadunidense. Como resposta ao interrogatório o advogado de defensa perguntou a Padosa se eles haviam recebido os direitos autorais desta mercadoria. Sendo a resposta positiva o juiz deu ganho de causa a Bolívar e arquivou o caso.
Bolívar vendeu mais de $10.000 nesse fim de semana e permaneceu no controle do mercado em Nova York. Vocês poderão ler no final deste livro que depois de 8 anos vivendo da venda da mercadoria do Menudo, Bolívar tristemente fecha as portas de sua querida Menuditis. Mas não sem antes fazer alegações, diante da imprensa internacional, extremamente sérias sobre a conduta moral das pessoas de Edgardo Díaz, Orlando López, advogado e técnico de iluminação de Bellas Artes, e o personagem que ainda não mencionamos, o Panamenho Antonio Jiménez.

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