
Quando o Menudo
chegou à Nova York pela primeira vez, foi ao aeroporto para cobrir o evento um
fotógrafo independente (Freelancer) colombiano residente em Nova York, Bolívar
Arellano. Bolívar, sendo uma pessoa astuta e muito bom comerciante viu
imediatamente que este grupo tinha algo muito especial e que projetava um
potencial comercial incrível. Rapidamente provou este mercado vendendo as fotos
que tirou no aeroporto. Estas foram vendidas rapidamente. Bolívar tomou medidas
para adquirir a licença de exclusividade para vender os produtos do Menudo na
cidade de Nova York, mas o preço foi alto demais para o seu orçamento. Além
disso, se deu conta que a Padosa queria o mercado todo para eles. Quando o
Menudo faz seu grandioso show no México, Bolívar descobre que a mesma
mercadoria que a Padosa vendia se conseguia no México, mais barata e sem
restrições.
Fez um
investimento e ao regressar à Nova York aluga um local na Terceira Avenida e instala lá a sua lojinha chamada
"MENUDITIS". Rapidamente sua loja se transforma no quartel general das
fãs do Menudo, não só de Nova York, mas dos estados vizinhos deste. Bolívar se
transformou no melhor e mais efetivo agente de promoção do Menudo nos Estados
Unidos. Organizava junto com sua esposa e filhos excursões de centenas de garotas
para os shows do Menudo em Porto Rico e outros países. Seguia o Menudo em qualquer
parte do Mundo, que o grupo estivesse, com seu pescoço cheio de câmeras.
A condição
humana de ser avarento especialmente em questões de dinheiro apaga as mentes e
cega a razão. A Padosa viu em Bolívar, não um embaixador do Menudo e um agente
de relações públicas gratuito, mas sim um intruso e um competidor desleal.
Tinham que destruir este inimigo do Menudo que só lhe trazia uma incrível promoção
que resultou na adição de milhares de fãs que esvaziavam seus bolsinhos por uma
oportunidade de ver o Menudo. Todas compravam discos. Cálculo que por resultado
direto deste personagem foram vendidos milhões de cópias dos discos do grupo e
colocado milhões nos bolsinhos da família Díaz. Para a segunda visita do Menudo
à Radio City Music Hall que ia celebrar no fim de semana do Dia do Trabalhador,
Padosa registra uma queixa na Suprema Corte da cidade de Nova York e solicita uma
ordem de fechamentos de operações da Menuditis para evitar assim que Bolívar
pudesse vender sua mercadoria durante estes 10 shows. O advogado de Bolívar que
por casualidade, e na mesma vez de costume, lê os casos que seriam julgados no
dia, viu o aviso de que as três da tarde se levaria a cabo o audiência, chamou
Bolívar e o advertiu sobre o caso. Na audiência Bolívar pode expor seu caso.
Padosa alegava que a sua mercadoria era ilegal e pirateada e que por isso não
poderiam vender esta por causa dos direitos de cópia (Copy Rights). O advogado
da Padosa interroga e pergunta onde ele adquiriu aquela mercadoria. Bolívar
responde que foi no México e que esta tinha o selo da Padosa. Apresentou também
os recibos de compra e pagamentos de impostos da alfândega Estadunidense. Como
resposta ao interrogatório o advogado de defensa perguntou a Padosa se eles
haviam recebido os direitos autorais desta mercadoria. Sendo a resposta
positiva o juiz deu ganho de causa a Bolívar e arquivou o caso.
Bolívar vendeu
mais de $10.000 nesse fim de semana e permaneceu no controle do mercado em Nova
York. Vocês poderão ler no final deste livro que depois de 8 anos vivendo da
venda da mercadoria do Menudo, Bolívar tristemente fecha as portas de sua querida
Menuditis. Mas não sem antes fazer alegações, diante da imprensa internacional,
extremamente sérias sobre a conduta moral das pessoas de Edgardo Díaz, Orlando
López, advogado e técnico de iluminação de Bellas Artes, e o personagem que ainda
não mencionamos, o Panamenho Antonio Jiménez.
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