quarta-feira, 29 de novembro de 2017

13



Em 1976 cansado das disputas internas dos pais dos Jovens, Edgardo decidiu abandonar o grupo “La Pandilla”. “Isto doeu muito para mim, já que tinha me custado muitos esforços. Afetou-me tanto que o meu então sócio Joe Rosa me aconselhou a tirar umas férias para clarear a mente. Foi assim que fui passear pela Europa”, contou o empresário. La Pandilla se dissolveu pouco tempo depois.
Como continuidade a esta primeira façanha, ele se lançou a um segundo caminho, desta vez em Porto Rico. Este novo projeto melhor dirigido, era destinado ao público adulto e se chamou “Aquamarina”. Este grupo composto por duas mulheres e dois homens, conseguiu representar Porto Rico no reconhecido Festival da OTI. Nesta ocasião interpretaram a canção “Piel dormida” de autoria do próprio Edgardo, o que marcou seu debut como compositor. Qualquer um de vocês que tiveram a oportunidade de examinar os créditos dos discos do Menudo deverão ter percebido que muitas das canções que se transformaram em sucesso, eram de autoria do Edgardo.
Depois de ter gravado dois discos aconteceu a mesma coisa que tinha acontecido com “La Pandilla”, por problemas internos este grupo acabou rapidamente.
Mas como diz o ditado: “Na terceira vez você vence”, um decidido Edgardo Diaz embarcou numa nova aventura chamada MENUDO.

12



da fama. Tanto que com apenas quinze anos estreou na rádio como “disk-jockey” (locutor) na emissora de Rádio Tiempo da cidade de Caguas em Porto Rico. Simultaneamente foi diretor do grupo “Viva la Gente”, um movimento que esteve na moda durante os anos 60.
Edgardo sempre soube o que iria fazer de sua vida. Ao concluir seus estudos no Curso Superior, se mudou para a Espanha para estudar produção e direção de cinema e televisão. Nos anos 70 sua vida tomou outro rumo quando conheceu e começou uma amizade com o então famoso grupo juvenil “La Pandilla”. A pedido desses jovens e por entender que esta seria  uma oportunidade de entrar no mundo da fama, Edgardo aceitou trabalhar na turnê de shows do grupo como chefe de som. Ocasionalmente o grupo “La Pandilla” se dissolveu devido a problemas internos. Sem embargo, aproveitando a experiência que adquiriu na grande turnê que percorreu toda a Espanha, Edgardo tomou para si a responsabilidade de reorganizar o grupo com dois dos integrantes originais (Javier e Blanca) e outros três integrantes (Gaby e os gêmeos Rubén e Javi) formando a segunda geração que também se chamou “La Pandilla”. Deve ficar bem claro que Edgardo reorganizou o grupo, mas não o fundou como se especulou no passado. Claro que isto não deve retirar nenhum mérito dele como empresário. 
Ironicamente esta segunda formação de “La Pandilla” obteve muito sucesso em Porto Rico e na República Dominicana, mas nunca deslanchou na Espanha. Edgardo relatou em uma ocasião que não ganhou muito dinheiro com esse grupo por causa dos erros que cometeu como novato. Mas, se de um lado não ganhou dinheiro, do outro ganhou experiência que posteriormente investiria no Menudo.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

11- EDGARDO: o gênio criador




Se atribuirmos todas as glórias ao Menudo e não reconhecermos a figura chave por trás deste fenômeno artístico, seriamos extremamente injustos e a história do Menudo ficaria incompleta.
É certo que para triunfar um artista necessita de talento, e é igualmente certo que a equipe de trabalho que o guia tem que ter tanto ou mais talento. No Menudo esta equipe de visionários esteve encabeçada pelo porto riquenho Edgardo Diaz Meléndez. Se falam muitas coisas sobre este empresário, que em um momento se transformou na peça central de um escândalo de grandes proporções. Sem embargo, ainda que muitos não gostem de ouvir Edgardo é o Menudo.
Filho de pais militares destacados na Zona do Canal do Panamá, Edgardo chegou ao mundo neste país irmão. Desde muito jovem sentiu gosto pelo mundo

10



como por exemplo: as cantoras de merengue Celinés e Giselle; e a modelo e apresentadora Nashalie Enchautegui. Este concurso oferecia as jovenzinhas uma série de prêmios como bolsas de estudo, presentes e principalmente a oportunidade de conhecer e desfrutar da companhia do Menudo.
Existem vários tipo de histórias. Mas se continuarmos narrando elas, este livro se transformaria numa “história sem fim”. A “menuditis” não tinha limites e sem duvidas acompanharia as que padeceram desta doença até o último dia de suas vidas. É uma lembrança que se desperta ao soar de uma só palavra: “Menudo”.
É por essa razão que depois de vinte anos, O Reencontro conseguiria reviver a euforia e a histeria que se apoderava de cada uma das que alguma vez foram infectadas por esse fenômeno. Surpreendentemente a “menuditis” deixou de ser um vírus que atacava só o sexo feminino. Durante os shows do grupo El Reencuentro até os homens perderam o preconceito de acompanhar o ritmo da música com cada um dos ex-menudos, ao mesmo tempo que gritavam em cima de suas cadeiras “mais uma, mais uma,mais uma!...”
Hoje surge uma nova geração de “menudetes” que teve seu inicio com este reencontro. As filhas daquelas primeiras menudetes tem despertado interesse pelos discos e pela magia dos menudos da época de glória. Aquelas canções de amor, mensagens positivas e situações cotidianas que os faziam se aproximar de suas admiradoras, hoje despertam os mesmos sentimentos em outras jovenzinhas. A juventude de uma outra época vivencia as mesmas experiência e se enche com as mesmas emoções. É por isso que nasceu o imortal fenômeno da “menuditis”.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

9



não conseguiu cumprir seu objetivo. Depois de um tempo esta mesma menina contou esta história para o pai do Sergio, pra quem sua façanha não lhe pareceu de nenhuma maneira legal.
Durante o tempo que trabalhei junto com os ex-integrantes Robert Avellanet e Rawie Torres, recém saídos do Menudo e iniciando seu novo grupo chamado Euphoria, fui testemunha das centenas de cartas que chegavam todos os dias. Algumas dessas expressavam o sentimento de suas fãs, que queriam saber a razão de terem renunciado (abandonado) o Menudo e é claro o apoio delas aos novos projetos artísticos dos rapazes. Outras cartas impressionavam mais. Os envelopes traziam até correntes de ouro e objetos de grande valor.
Nunca esquecerei as “pichações” de batom que “com muito carinho” as fãs dos ex integrantes desenhavam no meu carro cada vez que conseguiam me identificar como parte da equipe que trabalhava com os garotos.
O Menudo tinha milhões de “fã-clubes” espalhados pelo mundo. Em cada país ou cidade tinham centenas deles. Claro que de todos os que existiram, o Universal Fan Club era o oficial.
Sendo membro desta associação você poderia receber pelo correio: pôsteres, fotos autografadas, informações do seu menudo favorito e encaminhar as cartas (entre as fãs e o Menudo) em alguns casos. Mas o melhor de ser membro do “Universal Fan Clube” era a oportunidade de participar de eventos especiais, ficar vários dias próxima do quinteto e até ser convidada pro aniversário de algum menudo, onde poderia desfrutar “ao vivo e a cores” da companhia deles.
As menudetes estavam em tudo e é claro que tinha de tudo para elas. Até um concurso chamado A garota jovem do Menudo, do qual participavam mais oitenta jovenzinhas de todos os povoados de Porto Rico. Para surpresa de muitos algumas destas participantes hoje em dia se transformaram em figuras importantes em Porto Rico,