já que a organização empresarial que organizava o Menudo
estava totalmente endividada e era assediada por seus credores. Ao continuar o
mesmo conceito de um conjunto musical juvenil, com outro nome e com uma empresa
diferente, os lucros gerados ficariam fora do alcance dos antigos credores.
Edgardo por sua parte assegurou que a mudança simplesmente respondia ao fato de
que ele tinha transferido a outra empresa os direitos sobre o Menudo e que
existia uma cláusula do contrato que lhe impedia de criar um grupo similar ao
Menudo pelo período de dez anos venceria em 1997.
Ainda que Edgardo empreendesse nesta nova aventura musical,
sua aguçada mente comercial não
estava “por fora” do fato de que dentro de pouco tempo completariam 20 anos da
criação do Menudo. Como um bom homem de negócios ele sabia melhor que ninguém
que esta data representava uma estupenda oportunidade comercial. Isto em nada
contradiz a realidade de que para Edgardo os vinte anos do Menudo tinham um
significado muito especial. Até porque antes de tudo, ele foi o seu gênio
criador que o desenvolveu e o transformou em um conceito e quem melhor que
ninguém viveu os seus triunfos e as suas dificuldades. Nesse sentido o que
aconteceria posteriormente o afetou de forma muito particular.
No mundo da fama se conta que numa das apresentações do MDO
na América do Sul, Edgardo convidou quatro dos ex-integrantes do Menudo para
iniciar as negociações com ganas de realizar um evento artístico em celebração
ao vigésimo aniversário do grupo. Edgardo aparentemente ofereceu uma compensação
ou um salário a cada um dos ex-integrantes que participariam do espetáculo que
ele planejava produzir.
Ao agir assim Edgardo se esqueceu de um pequeno detalhe.
Aqueles meninos que ele uma vez tinha dirigido e tutelado, já tinham se tornado