quinta-feira, 30 de agosto de 2018

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sacrifícios que não eram fáceis para qualquer pessoa cumprir e muito menos para uns meninos, não era inimaginável que estas dificuldades eram mais do que compensadas pelo “glamour”, a fama, os ingressos e o reconhecimento que significava ser um Menudo. Porém, ao sair do grupo era como se de repente se apagasse a luz e o brilho intenso da fama e eles fossem lançados ao cotidiano de uma vida comum e talvez pior ainda, a obscuridade de um anonimato não desejado e para o qual que definitivamente não estavam preparados. Por isso, as recordações daqueles tempos de glória não deixavam de perseguir cada um dos ex-integrantes. Não importava onde eles fossem a sombra do Menudo os perseguia. Pelo resto de suas vidas, seriam os ex-menudos. Em alguns casos esta qualidade lhes abriria portas. Em outros seria um estigma que nunca poderiam escapar.
A saída do grupo representava um momento de grande tensão e ansiedade para cada um dos integrantes. Apesar deste fato, os jovens saiam cheios de esperanças e com a ilusão de que uma carreira como cantores solos os devolveria a fama e preencheria o vazio que sua saída do Menudo tinha lhes gerado.
A fama provoca em muitas pessoas o mais embriagante dos efeitos, o mais alienante dos sentimentos, pior que o álcool e inclusive as drogas. Quando alguém foi famoso e deixa de sê-lo, não existe substituto, nem antídoto que cure a sensação de vazio e deslocamento que se experimenta. Como o pior dos vícios, a fama é ave de voo acelerado que te rouba a vida e a juventude.  No caso dos ex-Menudos, sendo crianças, deixaram de sê-lo.
O sentimento que cada um dos componentes experimentava, não é difícil de imaginar. Uma sensação de angustia e ansiedade crescente devia apoderar-se destes jovens quando enfrentavam a realidade de que o mundo

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