Apesar de dar-me conta que o
Edgardo e a Padosa estavam fazendo um joguinho psicológico com os meninos, pelo
bem do Raymond, pelo menos era isso que eu acreditava naquele momento, não quis
“mexer em caixa de marimbondo” e deixei as coisas como estavam. Antes de dormir
Magaly e eu analisamos a situação. Ambos concordamos que tudo parecia indicar que
a ideia desta gente era ganhar a lealdade dos meninos com luxos e coisas que eles
nunca tinham tido. Inseriam-lhes indiretamente o temor de que facilmente podiam
perder seu lugar no Menudo se seus pais fossem perturbar a tranquilidade das águas
do Menudo. Agora nos perguntávamos, ¿Por quê? ¿Quais eram seus verdadeiros
propósitos?
Era como dar muitos doces para
um menino, mas lhe dissesse que se ele não fizer o que você mandar ele perderá
o privilegio de tê-los. Tentamos não pensar em coisas que fossem imorais ou
ruins, só relacionei com assuntos econômicos. Se os meninos controlavam seus
pais então eles poderiam fazer e desfazer e para não perder seu lugar se
conformariam com qualquer coisa.
Tive a tentação de falar desse assunto
com o Advogado Agosto, mas minha esposa entendeu que ele estava do lado de lá e
não concordaria. Assim seguia observando e analisando tudo cuidadosamente. Isso
sim me determinei a romper a barreira do isolamento e eles iam a ter que me
engolir porque eu ia aparecer até nas sopas.
No outro dia fui com o Raymond
até a Padosa. Ao chegar não deixei o Raymond e fui embora, como eles queriam,
resolvi ficar e passar um tempo com os garotos que esperavam o Joselo para vesti-los para uma seção fotográfica. Iam ser as primeiras fotos oficiais do
Raymond com o grupo. Peguei minha câmera e estacionei como um manequim, pois
nem Deus ia me tirar dali. Tinha acabado o joguinho da rejeição. Quando me viu
Rosita perguntou:
"¿Acevedo, você quer
alguma coisa?"
"¿Eu?, não, ¿Por que?"
"Não, porque você
sabe que o Edgardo não gosta que os pais acompanhem os garotos."
"Eu já sei, mas hoje
eu vou ficar. ¿ Você não se incomoda não é verdade?"
"Não eu não."
Com essas palavras Rosita foi
para os escritórios e me deixou na aérea da recepção. Joselo que entrou nesse
momento me cumprimentou:
"¡Olá, papai! ¿Como você
está? ¿Por que não entra com os garotos e falamos um pouco enquanto eu os
arrumo?"
Foi a primeira vez que uma
destas pessoas me tratou como alguém importante e me deu um pouco de bondade.
Já havia escutado falarem muitas coisas do Joselo, mas eu assim como todos os
Menudos que conheço sempre reconhecemos que este não é igual ao Edgardo ou aos
outros empregados da Padosa (*opinião do autor que foi rebatida por Roy
Rosselló em 2014, já que no livro de Roy esta pessoa Joselo vai ser citado). Sempre
foi amável e cortês, tanto com os pais como com os meninos. Depois falarei muito
mais sobre este personagem que como os meninos, foi vítima indiscutível da malícia
e egoísmo de muitas pessoas relacionadas com o Menudo e a Padosa.
"Obrigada Joselo,
mas se eu entrar ai vai dar um ataque cardíaco em todos que estão ai dentro."
"Que ele vão para o
inferno, Você é o pai de um Menudo e tem mais direito de estar aqui do que
eles. Aqui são todos paranoicos e tem medo dos pais. O pai do Rey entra por
aqui como se esta fosse a sua casa. Ele não se importa e você não deve se importar
nem um pouco. Não ligue para eles e venha comigo."
Nenhum comentário:
Postar um comentário