Os preparativos para o show no Bellas
Artes se intensificavam e o Raymond continuava gravando sua musica para esse
evento. Meus nervos estavam mais calmos e Raymond voltou a ser o mesmo de
antes. Voltou a ficar uma ou duas vezes na Loma, mas não com a insistência de antes.
Menudo foi para o México e de lá
foram para a Venezuela. Raymond ficou em Porto Rico para terminar seus tramites
de seguro, plano médico etc. Ele continuou ensaiando e deu muitas entrevistas para
revistas americanas e também latino americanas.
Na quinta-feira dia 7 de
fevereiro o Menudo tinha que dar una amostra de seu espetáculo da sexta-feira
para as escolas públicas do país. A amostra era para as 10:00 da manhã. Eu
cheguei ao Bellas Artes as 9:30 da manhã e fui pela entrada dos artistas. Não
queriam me deixar entrar porque não estava na lista. Consegui mandar chamar o
Joselo e este me deixou entrar. Falei rapidamente com Marilyn Pagan para que me
incluísse na lista. Esta ficou um pouco incomodada e me deu a desculpa de que o
Edgardo e Orlando López (Advogado e técnico de iluminação do Menudo) eram os únicos
que podiam dar essa permissão. Ao ver a minha famosa cara de aborrecimento me
colocaram na lista e me deram uma pulseira vip. Eu já havia dito claramente ao
Edgardo, que não me negassem jamais o acesso a meu filho. Encontrei-me com
Edgardo no corredor. Eu o cumprimentei e quando ia falar com ele, este me
ignorou e continuou caminhando como se minhas palavras não fossem para ele. Não
quis dar importância ao assunto e segui até o camarim. Quando me viu Raymond me
abraçou calorosamente, e pela primeira vez, desde que começou como artista eu o
vi claramente nervoso. A perspectiva de cantar no Bellas Artes era
demasiadamente grande para ele.
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