lhe pedir que inflacionasse
(aumentasse) os valores das faturas que apresentava por seus serviços, com o
propósito de descontar um valor maior no salário porcentual que pagaria aos
meninos.
O país ficou conturbado diante do
surgimento destas novas declarações. Mais adiante, o “Caso Menudo” se
transformaria em um escândalo, não Menudo (Menudo significa pequeno em espanhol),
mas sim de grandes e inesperadas proporções.
As afirmações de Arellanos se
arremetiam contra todos aqueles que de uma forma ou de outra estavam relacionados
com a administração do grupo, desde Edgardo até o advogado Orlando López. Não foi
surpresa para ninguém que o primeiro que se levantou contra os comentários de
Arellanos foi o próprio López. Como recordaremos, dentro da estratégia de
trabalho e redução de danos adotada pela administração do Menudo, este advogado
tinha por obrigação fazer uma ofensiva para tirar a credibilidade das denuncias
lançadas contra a empresa, atacando com força e sem piedade as pessoas de seus
acusadores. Diante desta nova crise, López não titubeou nem perdeu tempo.
Minutos antes de finalizar o
programa de Jovet, López se comunicou telefonicamente com o canal 7 para informar
que estava a caminho do canal acompanhado da polícia para buscar Bolívar
Arellanos. Tão logo chegou as instalações do canal, López disse a imprensa ali
reunida que se encontrava em seu quarto assistindo o programa e “não podia
acreditar como de uma forma tão descarada se falava disso” e afirmou que “eles
não iam permitir esses disparates”. Assim ele procurou a Polícia para fazer uma
denúncia por violação do Artigo 118 do Código Penal de Porto Rico, delito
contra a honra, conhecido popularmente como “difamação”. Foi imediatamente para
o canal, onde já se encontrava a Polícia. Apesar da consternação e
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