surpresa manifestada por López
pelo conteúdo das acusações feitas nessa noite, é importante destacar que
Carmen Jovet o convidou para participar de seu programa e lhe havia adiantado o
conteúdo das declarações que seriam feitas, para que tivesse a oportunidade de
respondê-las. Porém, López optou por não participar.
Conforme o que foi adiantado por
López em sua ligação, ao concluir a transmissão, a Polícia estava na emissora
pronta para agir. Pela natureza da responsabilidade que está encomendada no
nosso sistema de governo, a Polícia é uma das entidades que atende maior numero
de crises e emergências. Como seus recursos são escassos, e recebe muitas
reclamações e denúncias, a Polícia, por necessidade tem que operar dentro de um
sistema de prioridades. Por isso, se torna surpreendente a pressa e a diligência
extrema com que este órgão atuou no caso da solicitação do “pobre” López. O
delito de difamação, não representa um atentado a ordem social de imediato. A essência
do mesmo gira em torno de opiniões feitas contra algumas pessoas e que se alega
que são falsas. Nesse sentido não há dano físico, nem emergência imediata nem
na suposta vítima, nem pela sociedade em geral. Desta forma, nos perguntamos:
qual era a pressa? Qual era a emergência pública? Que necessitava da força tarefa
de três agentes da ordem pública e mais um sargento. Porto Rico é um lugar onde
mensalmente acontecem aproximadamente dezenas de assassinatos, estupros, assaltos
a mão armada, arrombamentos, roubos de automóveis e crimes violentos que
carecem da presença imediata da polícia que apesar de sua boa vontade, não pode
atender. Desta forma que o “pobre” López e os gerentes do Menudo têm que
reconhecer uma capacidade extraordinária de mobilização e de poder por chegarem
aonde outros não chegam.
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