sacrifícios que não eram fáceis para qualquer pessoa cumprir
e muito menos para uns meninos, não era inimaginável que estas dificuldades
eram mais do que compensadas pelo “glamour”, a fama, os ingressos e o
reconhecimento que significava ser um Menudo. Porém, ao sair do grupo era como
se de repente se apagasse a luz e o brilho intenso da fama e eles fossem
lançados ao cotidiano de uma vida comum e talvez pior ainda, a obscuridade de
um anonimato não desejado e para o qual que definitivamente não estavam
preparados. Por isso, as recordações daqueles tempos de glória não deixavam de
perseguir cada um dos ex-integrantes. Não importava onde eles fossem a sombra
do Menudo os perseguia. Pelo resto de suas vidas, seriam os ex-menudos. Em
alguns casos esta qualidade lhes abriria portas. Em outros seria um estigma que
nunca poderiam escapar.
A saída do grupo representava um momento de grande tensão e
ansiedade para cada um dos integrantes. Apesar deste fato, os jovens saiam
cheios de esperanças e com a ilusão de que uma carreira como cantores solos os
devolveria a fama e preencheria o vazio que sua saída do Menudo tinha lhes
gerado.
A fama provoca em muitas pessoas o mais embriagante dos
efeitos, o mais alienante dos sentimentos, pior que o álcool e inclusive as
drogas. Quando alguém foi famoso e deixa de sê-lo, não existe substituto, nem antídoto
que cure a sensação de vazio e deslocamento que se experimenta. Como o pior dos
vícios, a fama é ave de voo acelerado que te rouba a vida e a juventude. No caso dos ex-Menudos, sendo crianças,
deixaram de sê-lo.
O sentimento que cada um dos componentes experimentava, não
é difícil de imaginar. Uma sensação de angustia e ansiedade crescente devia
apoderar-se destes jovens quando enfrentavam a realidade de que o mundo