A verdade era que eu tinha
muitas interrogações e em especial quando soube que o Jiménez era o representante
dos investidores e o novo presidente do Menudo. O Edgardo havia mudado de dono
e milionário para ser um mero empregado contratado pela Bereford como diretor
artístico. A verdade que tudo isto pra mim era inverossímil, tirado de um conto
de fadas. Algo sinistro estava acontecendo, assim que me sentei para realmente analisar
a situação e fazer anotações do que vinha a minha mente.
1. Já fazia muito tempo que
tinha notado que a Padosa, de fato há dois anos, tentava dar a entender que a
economia estava indo de mal a pior, apesar de que o grupo continuasse com
grandes êxitos.
2. Não se vê nenhuma tentativa
de recuperação e até demitiram a maioria dos empregados.
3. Pararam por completo de
alimentar a Imprensa com material do Menudo dando a impressão de que o Menudo
declinava em popularidade.
4. Descobre-se que o edifício do
Edgardo e onde Padosa se encontra, está sendo penhorado pelo Banco.
5. Começam as dificuldades nos
pagamentos dos garotos, atrasos e a eliminação total do sistema educativo.
6. A mansão de Orlando é vendida.
7. Rumores de demandas
multimilionárias feitas contra a Padosa por companhias Norte Americanas.
8. A mansão da Loma também é
vendida a um médico.
9. Venda secreta do Menudo a
investidores Panamenhos em maio de 1987.
10. Sérios atrasos nos pagamentos
dos garotos que culminam na mudança da estrutura de pagamento vigente para pagamentos
por porcentagem, firmado em "30 de outubro de 1987", cinco meses
depois da suposta venda do Menudo. Sendo que aceitamos esse novo tipo de
pagamento porque supostamente e ao nosso entender foi feito com o propósito de
ajudar a Padosa a sair de sua dificuldade econômica.
11. Conto que o Pai do Ralphy
estava tentando reabrir o caso do Víctor Junqueras.
12. Jiménez misteriosamente
desaparece de Orlando no meio de uma turnê e o Edgardo também abandona a turnê
para reunir-se depois com o grupo em Miami.
13. Dois dias depois anunciam a
surpreendente venda do Menudo a investidores Panamenhos com data retroativa de um
ano.
14. Jiménez surge como o novo
Presidente da corporação de investidores.
15. Edgardo se proclama como
simples empregado da nova companhia, a Bereford.
16. A Padosa declara falência
livrando-se das demandas contra ela. Aparentemente, ainda que mantivesse bem
escondido, o Edgardo declara sua falência pessoal também.
A verdade que se analisarem
todos estes pontos, pode-se chegar à conclusão de que a falência foi bem planejada
durante o período de dois anos. A eventualidade de serem processados pelos familiares
do Víctor Junqueras ou pelos pais dos integrantes do Menudo, ao se darem conta
dessas situações, precipitou as falências e a liquidação da estrutura econômica
da Padosa e do Edgardo rompendo assim toda cadeia que lhes amarrava a possíveis
demandas judiciais. O tempo que levaram para fazer tudo lhes assegurou poder
justificar este movimento e seus detalhes em seus livros. Para mim
"Deixaram o Menudo sucumbir para liberar seus capitais pessoais das inevitáveis
demandas que se aproximavam ou já estavam sobre seus escritórios." Sempre
se falou que o Edgardo tinha tirado milhões de Porto Rico e depositado em
bancos estrangeiros especialmente no Panamá, assim que se for verdade, ele
tinha sua segurança guardada. Mais uns anos de trabalho com o Menudo, e ele poderia
ressurgir como um empresário bem sucedido e aparentar ter ganho milhões de novo.
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