domingo, 5 de fevereiro de 2017

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No Domingo dia 31 de julho, o Raymond chegou aproximadamente as 7:00 da noite. Tinha muita gente no aeroporto e não conseguia estacionar assim que continuei dando voltas ao redor da rampa de chegada de voos. Sua mãe foi por um lado para ver se via o Raymond. Em uma volta consegui vê-lo e chamá-lo. Entrou no carro com a cara enfurecida.
"¿O que aconteceu com você filho?"
"¡PAPAI ME TIRE DO MENUDO!" Da mesma forma que começou, assim terminava, mas com a diferença que desta vez não fiquei surpreendido ao ouvir suas palavras.
"Raymond, ¿Esta bem seguro disto?"
"¡Absolutamente seguro!"
"Pois então leia esta carta que escrevemos para ver se você concorda. A sua mãe teve um mau pressentimento e realmente tememos por sua segurança."
"Cara tu sabes o que este indivíduo fez no show do Texas, olha, tinham aproximadamente quatro ou cinco "Fã Clubes do Raymond" (dos que foram organizados pelo no escritório) ao redor do hotel. Quando ele viu os cartazes comentou que esses cartazes deveriam dizer Menudo, pois qualquer um diria que era só o Raymond chegava. Não disse nada a respeito, mas sim observei que nos cartazes também estava escrito Menudo por todos os lados. Nessa noite no show ele se aproximou e me disse:"
"Devido ao fato que este é um Show em inglês e suas canções são todas em espanhol tu só cantarás a canção que canta no Medley."
”Me senti tão indignado, pois ele fez isso tão abertamente e se notou que era de propósito, porque cantaram várias canções em espanhol, uma o Sergio e as outras o Ricky. Você sabe que de nove canções que eu cantava no Show, ¡só pude cantar Uma! Quando lhe reclamei me disse bem friamente e com desprezo que se ele quisesse eu não cantava nenhuma. ¡Não saio mais de Porto Rico com o Menudo e ponto!" Começou a ler o rascunho da carta de renúncia.
"¿O que você achou dela?"
"Maravilhosa, papai, muito boa, ¿quando assinamos?"
"Eu só estava esperando a sua aprovação. Amanhã a entrego para a secretária para que a digite bem e mande-a totalmente corrigida."
Tentei buscar no seu rosto algum sinal de dúvida ou arrependimento no caminho a nossa casa. Só lhe ouvia contar o relato para sua mãe com a mesma voz de firmeza e determinação. Não havia dúvidas, nosso filho estava pronto para abandonar o que uma vez foi um precioso sonho e hoje se transformava em um terrível pesadelo. Este era um passo que não podia ser tomado sem que primeiramente ele estivesse pronto para fazê-lo. O aspecto psicológico foi introduzido por eles e deles tinha que vir o aspecto negativo para que ele mesmo tomasse a determinação. Assim o peso dessa decisão não caía sobre nós seus pais e isso não resultaria em um motivo de rebeldia contra a gente.

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