Comecei minhas conversas com o
Jiménez sobre o que correspondia ao Raymond quanto a dinheiro. A primeira coisa
que me disse foi que a Bereford não reconhecia o acordo dos seis meses, mas que
possivelmente o Edgardo pagasse com seu dinheiro, sendo que supostamente não
tinha nenhum, e honraria esse acordo. Prometeu fazer uma liquidação dos
direitos autorais e por porcentagem do Raymond a partir da data que eles
adquiriram o Menudo, qualquer coisa antes disso não correspondia a eles.
“¿O que vocês vão fazer
sobre a educação do Raymond?”
“O professor vai dar
aulas aqui no escritório, se o Raymond quiser pode vir, mas não poderemos fazer
nada mais do que isso.”
Nesse momento lhe mostrei o artigo
que saiu na revista TV y Novelas do México com a data do dia 30 de agosto de
1988. O repórter Vilo Arias declarava que o Edgardo em uma entrevista feita
recentemente contou que tinha expulsado o Raymond do grupo por indisciplina.
"¡O Edgardo jamais
faria uma coisa assim! Isto é uma calúnia e uma sórdida mentira."
"Então, se é mentira
que se retifique com a TV y Novelas, pois esta notícia já se espalhou por todo
México e como disse que foi o Edgardo todos acreditam."
"Eu vou me encarregar
disso imediatamente."
Magaly que também havia ido comigo
ao escritório do Menudo lhe perguntou:
"Jiménez, para minha
satisfação para sentir que não me fizeram de tonta ou idiota, por que não posso
dizer à palavra que realmente descreveria, eu gostaria que me mostrasse esse
contrato de compra e venda do Menudo para a Bereford."
"Não posso fazer isso
Magaly, porque os acionistas querem permanecer anônimos."
"Eu não quero lê-lo,
mas sim vê-lo mesmo que seja de longe, digo se é que realmente ele existe."
"Vai ter que
acreditar na minha palavra porque não posso te mostrar."
"¿Sua palavra?, Não
Jiménez, nem a tua, nem a do Edgardo tem nenhum valor pra mim, pro meu esposo ou
pro meu filho. Você sabe que essa venda não é de verdade. Isso nem você mesmo acredita.
Deus não fica com nada que pertença a alguém. Vocês tem muito que pagar e vão
fazer isso eu os asseguro. O dinheiro que vocês roubaram do nosso filho e dos outros
garotos algum dia vai lhes custar mais caro do que se o tivessem pago
honestamente. Eu espero não ouvir mais difamações sobre o meu filho porque
então vocês vão ter que se ver comigo, e eu sou pequena, e aparentemente
insignificante, mas quando vou defender o meu filho eu sou uma fera."
“Acalme-se Magaly, que
tudo vai se resolver. Olha na quinta-feira passo na sua casa e almoço com vocês
desse arroz com frango que o seu esposo faz e discutiremos suas queixas com
calma.”
Nos fomos embora daquele lugar
sabendo que a guerra tinha começado e que ia a ser bem grande. Eles tinham a imprensa
a seu favor e evidentemente o governo também. O departamento do trabalho não
podia fazer nada porque a empresa já estava declarada em falência. Depois soube
que o Edgardo jamais apareceu como dono ou nada da Padosa, mas sim como o
diretor artístico e Manager do grupo. Por este serviço recebia um salário e alguns
benefícios como o de poder usar a casa “la Loma”, que não pertencia a ele, mas
sim a Padosa. Foi por isso que a venderam antes da falência.
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