Sem demorar mais, entrei no meu
carro acompanhado com o Raymond e saímos para Bayamón. Rapidamente lhe abordei com
o assunto:
"Olha Raymond, Sua atitude,
ainda que ao meu parecer ache justificada, está te prejudicando muito com o
Edgardo. Eu creio realmente que se você se sente tão fortemente negativo por
conta daquele assunto deves renunciar imediatamente. Ele acaba de conversar
comigo e disse que não aguenta mais e prefere que você saia do grupo, do que
continuar tendo uma pessoa com essa atitude convivendo com o grupo."
"¡Esse filho ** ****!
¿Se realmente ele acredita que eu vou me intimidar? Ele está equivocado papai.
Olha Papai, eu vou continuar no grupo, mas a partir de hoje eu vou ser um
hipócrita assim como ele é comigo. Eu tinha elevado ele como uma grande pessoa
e o que realmente ele demonstrou ser um doente. O que mais me dá nojo de tudo
isto é que todos se venderam para ele. Ele que não venha me dar nenhum
presente, porque eu só vou fazer o meu trabalho, e o farei da melhor forma que
puder e nada mais."
"Mas filho, você não
pode continuar sentindo esse rancor porque isso vai te fazer mal."
"Papai esse indivíduo disse para o Edwin Fonseca, e você sabe que quando o Edwin toma uma
cerveja, ele solta a língua, que: "nenhum Menudo conseguiu fazer nada fora
do Menudo porque ele não deixa". Ele fecha quantas portas tiver que fechar
com o objetivo de comprovar sua teoria de que nenhum Menudo é nada sem ele. Eu
não sei qual poder mágico ele tem, mas com uma ligação ele arruína a vida de
qualquer um."
"Então ¿você vai ficar?"
"¡Sim! Não se
preocupe que eu vou me controlar."
No outro dia quando chegamos à
Loma o Raymond foi diretamente onde o Edgardo estava e lhe estendeu a mão. Este
apertou sua mão, mas também o abraçou e saltaram lágrimas de seus olhos.
Raymond ao regressar até onde eu estava sentado, pois a mão no bolso e em voz
baixa me disse:
"¡Esse
hipócrita!"
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