A estratégia da administração do Menudo era clara, parecerem
seguros e confiantes de que sempre agiram corretamente, que eram vitimas de
ataques injustos e interesseiros e que não iam ceder aos caprichos de três ou
quatro mães. A determinação de seguir em frente, como se nada de irregular
tivesse acontecido ficou estabelecida, ao aproveitar a oportunidade para
divulgar o telefone onde poderiam ligar todos os garotos interessados em fazer
testes para fazer parte da nova formação do grupo.
Foram se distanciando dos fatos expostos antes, na estratégia
adotada pela administração do grupo, sendo que o advogado Orlando López foi uma
peça chave. A este correspondeu lançar uma ofensiva demolidora para destroçar a
credibilidade dos jovens renunciantes e a de seus pais, fazendo os primeiros
parecerem uns adolescentes malcriados e indisciplinados e seus pais como um
grupo de interesseiros e mal agradecidos. Isto permitiu que Edgardo Díaz
pudesse assumir uma postura sossegada e assim, desempenhar mais comodamente o
papel de vítima dos acontecimentos. Se a versão oficial não convencia todo
mundo por completo, ao menos semeava duvidas sobre a oferecida pelos
ex-integrantes e seus pais. O Menudo, acima de tudo, era um fenômeno das
relações públicas e do mercado. Num momento de crise como o que se encontrava
agora, a fórmula não ia mudar.
A expectativa continuava e a tensão era crescente, essa
talvez seja a melhor descrição dos dias que sucederam o anúncio das revelações.
Em todos os lugares não se falava de outra coisa que não fosse do que a
imprensa chamaria de O caso Menudo.
Os meios de comunicação e sobre tudo o público, continuavam sem entender o que
acontecia. As interrogações aumentavam uma após a outra. Uma coisa era certa:
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