quarta-feira, 16 de maio de 2018

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A estratégia da administração do Menudo era clara, parecerem seguros e confiantes de que sempre agiram corretamente, que eram vitimas de ataques injustos e interesseiros e que não iam ceder aos caprichos de três ou quatro mães. A determinação de seguir em frente, como se nada de irregular tivesse acontecido ficou estabelecida, ao aproveitar a oportunidade para divulgar o telefone onde poderiam ligar todos os garotos interessados em fazer testes para fazer parte da nova formação do grupo.
Foram se distanciando dos fatos expostos antes, na estratégia adotada pela administração do grupo, sendo que o advogado Orlando López foi uma peça chave. A este correspondeu lançar uma ofensiva demolidora para destroçar a credibilidade dos jovens renunciantes e a de seus pais, fazendo os primeiros parecerem uns adolescentes malcriados e indisciplinados e seus pais como um grupo de interesseiros e mal agradecidos. Isto permitiu que Edgardo Díaz pudesse assumir uma postura sossegada e assim, desempenhar mais comodamente o papel de vítima dos acontecimentos. Se a versão oficial não convencia todo mundo por completo, ao menos semeava duvidas sobre a oferecida pelos ex-integrantes e seus pais. O Menudo, acima de tudo, era um fenômeno das relações públicas e do mercado. Num momento de crise como o que se encontrava agora, a fórmula não ia mudar.
A expectativa continuava e a tensão era crescente, essa talvez seja a melhor descrição dos dias que sucederam o anúncio das revelações. Em todos os lugares não se falava de outra coisa que não fosse do que a imprensa chamaria de O caso Menudo. Os meios de comunicação e sobre tudo o público, continuavam sem entender o que acontecia. As interrogações aumentavam uma após a outra. Uma coisa era certa:

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